Quase 80% do valor correspondem a vendas de algodão, que cresceram substancialmente no mês, enquanto a importação geral ficou estável.
Após três meses em queda, a exportação têxtil voltou a crescer em setembro. Na verdade, o valor vendido ao exterior mais que dobrou. Subiu a US$294 milhões, frente aos US$ 143 milhões embarcados em agosto. Do volume total, 78% correspondem aos embarques de algodão, adquiridos sobretudo por países asiáticos. Em relação a setembro de 2018, o valor das exportações têxteis aumentou 46%. Os dados são levantados pelo GBLjeans a partir do sistema de controle do comércio exterior do governo federal.
Se em agosto, a Argentina voltou a figurar como principal destino dos produtos brasileiros, em setembro o país vizinho nem aparece entre os cinco maiores. A China é o principal parceiro comercial tendo comprado US$ 56,9 milhões, mais que o dobro do que adquirira em setembro do ano passado. Indochina e Vietnã são os outros dois destinos. O primeiro com embarque de US$ 44 milhões e o segundo com US$ 26,2 milhões.
O acumulado de janeiro a setembro também mostra avanço importante da exportação têxtil. Aumentou 45,5% sobre o mesmo período de 2018. Os embarques alcançaram US$ 1,14 bilhão em nove meses de 2019. Nesse confronto, os países compradores de algodão voltaram a liderar as rotas. Com China permanecendo na frente ao comprar US$ 343,1 milhões, basicamente algodão. A Indonésia respondeu por US$ 224,5 milhões. O Vietnã ultrapassou Bangladesh no ano, registrando compra de US$ 178,1 milhões entre janeiro e setembro.
IMPORTAÇÃO TÊXTIL
Mesmo com o dólar negociado em patamar acima dos R$ 4 ao longo de todo o mês de setembro, a importação têxtil brasileira ficou estável. Registrou pequeno recuo (-0,11%), variando para US$ 456,1 milhões. Mais da metade deles fornecidos pela China, responsável por vender ao Brasil US$ 252,9 milhões. A comparação com agosto de 2018 em geral continua a mostrar, porém, queda de 8% em valor.
No acumulado de janeiro a setembro a queda das importações têxteis foi de 4,22% sobre os nove primeiros meses de 2018. Atingiu US$ 4,1 bilhões em compras. A China forneceu US$ 2,2 bilhões. A Índia vem em seguida com US$ 279,8 milhões e a Indonésia com US$ 178 milhões.
DESEMPENHO EM ROUPAS
O Brasil manteve o ritmo na importação de roupas em setembro. O país registra US$ 129,8 milhões em compras de vestuário, pequena variação negativa de 0,26%. Pouco mais da metade do valor total foi vendido pela China (US$ 65,8 milhões). Bem atrás, aparece Bangladesh como segundo maior fornecedor, com US$ 11,25 milhões negociados.
Sobre julho de 2018, entretanto, a importação brasileira de roupas subiu um pouco, ficando 2,41% acima. O acumulado de janeiro a setembro mostra, entretanto, que a importação de vestuário enfraqueceu em 2019. Atingiu US$ 1,2 bilhão, que corresponde à queda de 9,61% sobre o mesmo período em 2018.
Houve redução na exportação das roupas brasileiras. Caiu 13,84% em setembro sobre agosto, para US$ 11 milhões. Sobre julho de 2018 a queda foi de 9,56%. O Paraguai é o maior comprador das roupas nacionais, respondendo em setembro por US$ 2,8 milhões. O Uruguai continua em segundo lugar com compras de US$ 1,7 milhão. Os Estados Unidos ficaram em terceiro lugar com US$ 1,6 milhão.
No acumulado de janeiro a setembro, o balanço segue positivo em 2019. Somou US$ 104,4 milhões, alta de 9,61% sobre igual período do ano passado.