Mesmo com importantes fabricantes de denim, participação da União Europeia no mercado brasileiro corresponde a 1% das compras.
Depois da queda acentuada em maio, a importação de denim voltou a tomar fôlego em junho. Os dados oficiais apontam que as compras do tecido praticamente dobraram de um mês para o outro. Subiram 85% e alcançaram US$ 1,08 milhão. A China é o principal fornecedor, responsável por US$ 606,6 mil do total. No mês da assinatura do acordo comercial Mercosul-União Europeia, no entanto, os fabricantes de denim europeus não registraram vendas no Brasil.
Como em outros tecidos, sobre o denim incide alíquota de importação de 26%. Para artigos mais nobres como os europeus, o imposto representa uma barreira comercial considerável. Desse modo, a participação da União Europeia ronda a cerca de 1% do que o Brasil importa de denim por ano. Em 2018 inteiro, as vendas europeias corresponderam a US$ 247,2 mil ante um volume total de denim importado de US$ 23,9 milhões.
Sobre junho de 2018, a importação total de denim recuou em torno de 35%, basicamente pela desaceleração dos artigos fornecidos pela China. O Equador aparece como o segundo maior fornecedor, com venda de U$ 332 mil e, em seguida, a Índia com US$ 88,5 mil.
EXPORTAÇÃO VOLTA A CAIR
Em junho, o Brasil exportou US$ 2,44 milhões em denim, queda de 3,2% sobre o mês anterior. Por país, o principal destino do denim brasileiro foi a Argentina, que absorveu US$ 467 mil, depois a Colômbia (US$ 462 mil) e o Sri Lanka (US$ 242 mil). A União Europeia comprou US$ 274 mil, sendo a Holanda a maior compradora (US$ 142 mil), depois a Itália (US$ 81 mil) e a Espanha (US$ 51 mil).
Em relação a junho de 2018, o volume exportado caiu quase 45%, pressionado pela redução dos embarques à Argentina, que tiveram queda de 67%. A redução dos envios para a Colômbia e o Sri Lanka foi bem menor, com recuo de 2% e 4%, respectivamente. Também para a União Europeia o Brasil vendeu menos, com decréscimo de 30% no confronto com junho do ano passado.
ACUMULADO NO PRIMEIRO SEMESTRE
De janeiro a junho, o Brasil exportou US$ 15 milhões em denim e importou US$ 6,6 milhões. Sobre igual período do ano passado, os dados mostram desaquecimento no comércio exterior. As vendas diminuíram 27%, puxadas para baixo pelos negócios com a Argentina. E as compras caíram pela metade, pressionadas pelo recuo das encomendas de denim da China.
No primeiro semestre, o Brasil exportou US$ 580 mil para países da União Europeia, diminuição de 36% sobre igual período do ano passado. Esse valor equivale a 3,8% do total exportado de janeiro a junho em 2019.
Já a importação de denim da União Europeia somou US$ 211 mil no primeiro semestre de 2019, o dobro do comprado de janeiro a junho de 2018.