No primeiro mês cheio da quarentena, com comércio fechado, marcas estocadas e pedidos cancelados em massa, as compras pararam.
A covid-19 atingiu em cheio a importação nacional de denim. As compras internacionais foram a zero em abril. Isso nunca acontecera em 22 anos, o período disponível pelo sistema de controle do comércio exterior do governo federal. Para efeito de comparação, em abril de 2019, o país importou US$1,27 milhão em denim. A estagnação refletiu o primeiro mês cheio da quarentena, com comércio fechado, férias coletivas na indústria, marcas estocadas e pedidos cancelados em massa.
A queda da importação que começou em março afetou o acumulado do ano. De janeiro a abril, o Brasil importou US$ 1,65 milhão em denim, recuo de 67% sobre os primeiros quatro meses de 2019.
Assim o acumulado do ano permanece até março. A China forneceu praticamente tudo. Vendeu US$ 1,49 milhão. O pouco restante foi dividido entre Peru (US$ 73,87 mil), Turquia (US$ 65,39 mil) e Itália (US$ 23,44 mil).
EXPORTAÇÃO CAI 74%
A alta da exportação de denim em março foi um soluço, neutralizado em abril. Os embarques de denim subiram 40% em março, quando o Brasil entrou em quarentena, mais para o fim do mês. Em abril, o volume exportado caiu 73,79% sobre março, recuando para US$ 868,55 mil. Da mesma forma que a importação, este foi o menor valor registrado em 22 anos. Em abril de 2019, o país exportou US$ 2,48 milhões em denim.
Os negócios com o Peru que começaram a avançar em 2020 levaram o país vizinho a assumir como principal destino do denim brasileiro em abril, com compras de US$ 331 mil. A Argentina comprou meros US$ 199 mil. O terceiro lugar ficou com a Venezuela para onde foram enviados US$ 89 mil.
No acumulado de janeiro a abril, o declínio dos negócios foi menor. Diminuiu 7,17% sobre igual período do ano passado, para US$ 9,39 milhões. O aumento das compras colombianas continuam a sustentar parte do avanço.
De janeiro a abril, a Colômbia comprou US$ 2,93 milhões, ante US$ 1,45 milhão do mesmo período em 2019. A Argentina continuou como segundo principal destino no quadrimestre, com US$ 1,44 milhão. O Peru também registrou aumento de compras, subindo no acumulado do ano para US$ 1,42 milhão.