Novembro registra reação do mercado com crescimento também em relação a 2019, e o algodão continua a segurar a exportação têxtil.

Embalada por três meses de alta, a importação têxtil aumenta 24% em novembro sobre o mês anterior. Também em relação a novembro de 2019 a balança comercial mostra crescimento, ainda que discreto (5,66%). As compras internacionais assinalaram
US$421 milhões, conforme a consulta do GBLjeans ao sistema de comércio exterior do governo federal. Desempenho sugere reação do mercado, que enfrenta desabastecimentos pontuais na indústria.A China forneceu a maior parte do volume importado pelo Brasil, sustentando US$236 milhões do total de outubro. Valor corresponde a mais da metade das compras mensais. Sobre novembro do ano passado, a importação têxtil aumenta quase 20%
Pelo quinto mês consecutivo, a exportação têxtil registra alta – em novembro, de 32%. Sustentada basicamente pela venda de algodão, que rendeu US$500 milhões. Ou seja, o comércio de itens têxteis movimentou US$73 milhões.
Sobre igual mês do ano passado, a exportação têxtil cresceu 14%, aponta o levantamento do GBLjeans.
ACUMULADO DO ANO
Até novembro, a balança comercial brasileira no setor têxtil e de roupas praticamente empata. Mas com recuo em importação de 22%, quando comparada ao período de janeiro a novembro de 2019. Somou US$3,91 bilhões. Desse total, a China forneceu US$2,29 bilhões em 11 meses.
Puxada pelo algodão, a exportação têxtil cresceu 12% no acumulado do ano, totalizando embarques de US$3,40 bilhões. Os países importadores do algodão brasileiro permanecem como os principais destinos, sustentando US$2,65 bilhões em algodão. Só a China comprou US$782 milhões.
O DESEMPENHO DE ROUPAS
A balança comercial brasileira de roupas continua no efeito gangorra. Em novembro, a importação de vestuário cresceu quase 6%, atingindo US$83,76 milhões. A exportação de roupas subiu mais no mês. Aumentou 16% para US$11,33 milhões, na passagem para novembro.
A comparação com o mesmo mês do ano passado continua, porém, a registrar queda em torno de 32%, tanto na importação, quanto na exportação.
No acumulado de 2020 até novembro, a balança comercial de roupas esfriou. A importação diminuiu 33% sobre 2019, caindo para US$1,03 bilhão. A exportação de roupas diminuiu 28%, acumulando US$97 milhões em vendas no período. O Paraguai segue como principal parceiro comercial do Brasil em 2020 em vestuário. Adquiriu US$22 milhões em 11 meses. Seguido por Uruguai (US$17 milhões) e Estados Unidos (US$15 milhões)
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