O crescimento das compras foi pequeno em relação a julho, e corresponde a declínio sobre o valor internado em agosto de 2018.
Mesmo com a disparada do dólar a partir de meados do mês, a importação têxtil brasileira voltou a crescer em agosto. Subiu 4,86% sobre julho, alcançando US$ 456,66 milhões. Mais da metade deles fornecidos pela China, responsável por vender US$ 252,84 milhões. A comparação com agosto de 2018 mostra, porém, queda de 8% em valor. Os dados são levantados pelo GBLjeans a partir do sistema de controle do comércio exterior do governo federal.
Da mesma forma, o acumulado de janeiro a agosto continua a indicar importações menores que as realizadas no mesmo período do ano passado. O acumulado de 2019 registra US$ 3,68 bilhões em compras, queda de 5,75% sobre o acumulado dos oito primeiros meses de 2018.
EXPORTAÇÃO TÊXTIL
Pelo terceiro mês consecutivo, a exportação têxtil brasileira diminuiu. As vendas de agosto avaliadas em US$ 143,19 milhões corresponderam à redução de 6% em relação a julho. No mês, a Argentina voltou a figurar como principal destino dos produtos brasileiros. Foram enviados US$ 20,23 milhões ao país vizinho. Vietnã e China são os outros dois grandes parceiros comerciais. Os dois países aumentaram suas encomendas devido à compra de algodão.
Na comparação com 2018, no entanto, a exportação têxtil continua a crescer. O aumento em agosto de 2019 foi de quase 10% (9,35%) sobre igual mês do ano passado.
O acumulado de janeiro a agosto também mostra avanço de 48,6% nas exportações sobre o mesmo período de 2018. Os embarques alcançaram US$ 1,65 bilhão em 2019. Nesse confronto, os países compradores de algodão voltaram a liderar as rotas. Com China permanecendo na frente ao comprar US$ 285,29 milhões, basicamente algodão. A Indonésia respondeu por US$ 197,89 milhões e Bangladesh por US$ 145,12 milhões. Os três países juntos sustentam praticamente 40% das exportações têxteis brasileiras.
DESEMPENHO EM ROUPAS
A importação de roupas voltou a crescer. Subiu 6,7% em agosto para atingir 129,20 milhões. Pouco mais da metade fornecida pela China (US$ 65,94 milhões). Bem atrás, aparece Bangladesh como segundo maior fornecedor, com US$ 11,92 milhões negociados.
Sobre julho de 2018, entretanto, a importação brasileira de roupas caiu 6%. A comparação continua desfavorável. No acumulado de janeiro a agosto, a importação de vestuário em 2019 atingiu US$ 1,13 bilhão, que corresponde à queda de 10,7% sobre o mesmo período em 2018.
A exportação de roupas que voltou a subir em julho se manteve positiva em agosto. Avançou 8% para US$ 12,80 milhões. Sobre julho de 2018 a alta foi de praticamente de 30%. Paraguai é o maior comprador das roupas brasileiras, respondendo em agosto por US$ 4,47 milhões. O Uruguai continua em segundo lugar com compras de US$ 2,22 milhões, deixando os Estados Unidos em terceiro lugar com US$ 1,50 milhão.
No acumulado de janeiro a agosto, o balanço segue positivo em 2019. Somou US$ 93,32 milhões, alta de 8,8% sobre US$ 74,13 milhões somados em igual período do ano passado.