A variação cambial do dólar, com fortes subidas e recuos, ajudou a equilibrar a balança comercial brasileira no setor no ano
Desde 2017 o valor das importações brasileiras de produtos têxteis, incluindo algodão, e de roupas voltou a subir, depois da inflação em 2016. No ano passado, a alta foi de 10,96%, de acordo com dados do sistema oficial de controle da balança comercial do Brasil. As importações de janeiro a dezembro somaram US$ 5,64 bilhões, com a China continuando a responder a mais da metade do valor. As compras de produtos chineses pelo Brasil totalizaram US$ 2,91 bilhões, 10,47% acima do negociado em 2017.
Das vendas totais chinesas ao mercado brasileiro, nessa área, as roupas correspondem a US$ 1,03 bilhão, aumento de 15,3% em 2018 em relação ao ano anterior. Por esse volume, as roupas chinesas que entraram no país representaram praticamente 60% de tudo o que o país importou em vestuário. Foram US$ 1,79 bilhão ao todo, crescimento de 17,31% sobre 2017. O segundo país que mais vendeu roupas para o Brasil no ano passado foi a Índia, que forneceu US$ 501 milhões.
Como de costume, também em 2018 as importações do setor começaram em alta no início do ano e recuaram no último trimestre. Em novembro, contabilizaram US$ 445,89 milhões, queda de cerca de 15,78% sobre outubro. Em dezembro, desceram para US$ 350,67 milhões, recuo de 21,31% sobre o mês anterior. A redução dos negócios nesses dois meses foi influenciada pela freada na compra de roupas importadas. Em novembro, foram US$ 127,5 milhões em vestuário, redução de 21,26% na comparação com outubro. Em dezembro, o volume importado de roupas foi de US$ 101,54 milhões, com decréscimo de mais 20,40% sobre novembro.
BRASIL EXPORTA MAIS QUE IMPORTA EM DEZEMBRO
As exportações brasileiras no setor têxtil e de confecção que são muito influenciadas pelo volume embarcado de algodão somaram no total US$ 2,57 bilhões em 2018, crescimento de 8,33% sobre 2017. Desse consolidado, US$ 522 milhões foram enviados para a China, sendo que 94% do valor representam compras de algodão. Em 2017, as compras chinesas no Brasil giraram em torno dos US$ 150 milhões.
Desde agosto, as exportações mantiveram trajetória de alta. Em novembro, foram registrados US$ 435 milhões em embarques, aumento de 19% sobre o mês anterior. E, em dezembro, subiram para US$ 460,72 milhões, registrando pela primeira vez em muitos anos superávit na balança mensal do setor, de US$ 110 milhões.
Apenas a exportação de roupas brasileiras continuou marcada em 2018 pelo sobe-e-desce. Corresponderam a US$ 138,36 milhões no ano, dos quais US$ 39,41 milhões enviados para o Paraguai; US$ 25,61 milhões para o Uruguai; e US$ 16,17 milhões para os Estados Unidos, os três principais destinos do vestuário brasileiro. Em novembro, o país exportou US$ 15,97 milhões em roupas, 32% a mais que em outubro. Para, em dezembro, cair a US$ 12,28 milhões, recuo de 23%.