Ainda sob o efeito da pandemia de covid-19, o Brasil reduziu as compras internacionais, mas a exportação têxtil aumentou 43%.

Em outubro, a importação têxtil desacelera no Brasil. Manteve praticamente o mesmo patamar de setembro, quando houve o pico do ano, mostrando ligeiro aumento de 0,10%. Anotou
US$340,9 milhões em compras internacionais, conforme levantamento realizado pelo GBLjeans ao sistema de comércio exterior do governo federal. Contudo, a comparação com outubro de 2019 mostra negócios ainda enfraquecidos, com queda de 32%.Como de costume, a China forneceu a maior parte do volume importado pelo Brasil, sustentando US$199 milhões do total em outubro. É bem menos que os US$281 milhões registrados em outubro do ano passado. O segundo maior fornecedor do Brasil foi de novo o Paraguai, que vendeu US$17 milhões.
Já a exportação têxtil vai para o quarto mês em alta, assegurada pela venda de algodão. Em outubro, o Brasil vendeu ao exterior US$432 milhões, expansão de 43%. Desse total, a exportação de algodão corresponde a US$364 milhões.
Sobre igual mês do ano passado, também a exportação esbarra com vendas em declínio. O valor negociado em outubro corresponde à redução de 11%.
ACUMULADO DO ANO
Até outubro, a balança comercial brasileira no setor têxtil e de roupas permanece em desequilíbrio. A importação têxtil desacelera em outubro, mas o acumulado do ano mostra declínio de 33% quando comparado ao desempenho de 2019. Somou US$3,49 bilhões. Desse total, a China forneceu US$2 bilhões em dez meses.
Já a exportação têxtil cresceu 11% no acumulado do ano, totalizando embarques de US$2,83 bilhões. Os países importadores do algodão brasileiro permanecem como os principais destinos – China, Vietnã e Turquia.
O DESEMPENHO DE ROUPAS
A balança comercial brasileira mostrou redução em outubro, tanto na importação quanto na exportação de roupas, repetindo o efeito gangorra que mantém desde junho. No mês, importou US$79 milhões, recuo de 9% sobre setembro e declínio de 46% em relação a outubro de 2019.
A exportação de roupas apresentou queda menor. Recuou 2% para US$9,7 milhões, na passagem de setembro para outubro. A comparação com o mesmo mês do ano passado anota redução de 24%.
No acumulado de 2020 até outubro, a importação de roupas diminuiu 33% sobre 2019, caindo para US$954 milhões. A exportação de roupas diminuiu 27%, acumulando US$86 milhões em vendas no período. O Paraguai segue como principal parceiro comercial do Brasil em 2020 em vestuário. Adquiriu US$18 milhões em dez meses.
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