Em outubro, o comércio exterior ficou aquecido, com as exportações brasileiras também crescendo na faixa dos 80%
Com o recuo na cotação do dólar, o comércio exterior brasileiro ficou aquecido em outubro. A importação de artigos têxteis aumentou 28% em relação a setembro, quando o setor freou as compras. Movimentou US$ 529,45 milhões, dos quais US$ 285,68 milhões fornecidos pela China, entre fios, tecidos e roupas, mostram os dados do sistema de controle da balança comercial do Brasil. A Índia é o segundo maior fornecedor do país, mas, com distantes US$ 53,75 milhões. A Indonésia se consolida como o terceiro maior vendedor para o mercado brasileiro com US$ 20,72 milhões. Sobre outubro de 2017, o crescimento girou em torno de 8%.
As importações de roupas avançaram no mesmo ritmo na passagem para outubro. A expansão de 28% sobre setembro correspondeu a US$ 162 milhões movimentados. Novamente quase a metade foi suprida pela China, responsável por US$ 87,15 milhões do total. Bangladesh é o segundo maior fornecedor de vestuário para o Brasil, tendo vendido US$ 19 milhões em outubro. O fluxo cresceu na mesma proporção (28,73%) também em relação a outubro do ano passado.
EXPORTAÇÃO AVANÇA MAIS
A venda de produtos brasileiros para o mercado externo deu um salto em outubro ainda maior que o registrado em setembro. Subiu 82,29%, atingindo US$ 367 milhões. Desse total, US$ 282,9 milhões representam exportação de algodão. Sobre outubro de 2017, as exportações brasileiras aumentaram 4%. Os três maiores compradores do mês foram China (US$ 87,23 milhões), Vietnã (US$ 52 milhões) e Indonésia (US$ 43,46 milhões), que compraram basicamente algodão, assinala o sistema oficial de monitoramento do comércio exterior.
As exportações de roupas contribuíram com US$ 12,1 milhões, praticamente o mesmo valor negociado em setembro (-0,83%). Sobre outubro de 2017 o aumento foi 13,29%. O Paraguai continuou como principal destino das roupas feitas no Brasil, tendo sido embarcados US$ 4,17 milhões. O Uruguai comprou um pouco menos que em setembro, movimentando US$ 1,51 milhão em outubro. Para os Estados Unidos foram enviados outros US$ 1,46 milhão.
Mesmo com a alta das exportações, a balança comercial brasileira do setor permanece deficitária, assinalando diferença de US$ 162,38 milhões em outubro.