Embora o valor das operações ainda esteja acima do movimentado em igual mês de 2017, a escalada de compras de itens de fora recuou ligeiramente em relação ao primeiro trimestre
O Brasil importou em abril US$ 496,77 milhões em itens têxteis e vestuário, queda de 12,21% sobre março, período que registrou o pico das compras nos primeiros quatro meses do ano. Contudo, sobre igual mês do ano anterior o volume de abril correspondeu a crescimento de 30%. Pouco mais da metade dessa importação (52%) vem da China, que vendeu ao país US$ 258,38 milhões, dos quais US$ 134,42 bilhões representam roupas importadas. A alta do dólar a partir de meados de abril pode explicar em parte esse recuo das importações no mês, embora essa queda geralmente por conta do final das entregas de inverno e a curva de crescimento das compras retoma com mais intensidade a partir de junho.
Aparentemente, a variação cambial afetou mais as exportações que caíram quase 22% em abril em relação a março. O Brasil embarcou US$ 133,77 milhões, dos quais US$ 50 milhões equivalem a embarques de algodão para uso têxtil. De modo geral, a Argentina continua sendo um dos maiores parceiros comerciais, tendo comprado US$ 21,16 milhões em abril; outro destaque no mês é a Turquia, para onde se exportou US$ 13,82 milhões, basicamente algodão; e Paraguai, com embarques avaliados em US$ 10,72 milhões.
Mesmo com esses recuos das transações em comércio exterior, o país continua a ter déficit nesse setor como um todo, que totalizou US$ 363 milhões em abril, pequeno declínio em relação a março, porém, quase 50% a mais que em abril de 2017, afetado sobretudo pelo aumento no volume de roupas importadas, mostra o sistema de acompanhamento da balança comercial brasileira operado pelo ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços.