Os reajustes praticados pelo setor têxtil em abril perderam a força sobre março, ao passo que as roupas ficaram ainda mais caras para os lojistas.
Têxteis e vestuário continuaram a caminhar em abril na direção oposta ao movimento de queda de preços entre empresas que a indústria em geral vem registrando desde fevereiro. Depois da grande freada de preços em março, as confecções de roupas intensificaram o reajuste, repassando alta de 0,58%, pressionado pelos aumentos de calças, camisas, camisetas e conjuntos.
De sua parte, os fabricantes de produtos têxteis trabalharam com acréscimo de 0,30% em abril, sob a influência de aumentos sobre tecidos de algodão e roupas de banho que integram a categoria na pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor). Segundo os resultados de abril, divulgados ontem, 31 de maio, pelo terceiro mês seguido, a média do setor industrial assinalou redução, registrando recuo de 0,35% no mês, com forte pressão exercida pela indústria de transformação.
O IPP, que inclui a indústria extrativista, mede a evolução dos preços de produtos, sem acrescentar custo dos impostos e de frete.