Caged mostra que fabricantes de itens têxteis e de roupas encerram o primeiro trimestre com saldo negativo, fechando vagas
Como é comum no setor, os fabricantes de produtos têxteis e as confecções de roupas começam o ano contratando trabalhadores com carteira assinada. No entanto, ao contrário do que ocorreu nos últimos dois anos, a oferta de empregos sumiu na área em março. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o setor cortou 200 vagas de emprego formal no mês. O corte não foi uniforme entre os estados. Em nove, a indústria mais contratou que demitiu.
A indústria de Santa Catarina liderou a oferta de vagas, abrindo 742 postos de trabalhos, seguida por Minas Gerais (+455) e Goiás (+180).
Em outros 15 estados, a indústria do setor eliminou empregos. No balanço de março, São Paulo ficou com 577 vagas a menos do que tinha em fevereiro, o Ceará encerrou 476 e o Rio de Janeiro fechou 217 postos. Outros três estados mantiveram o quadro de fevereiro.
ATACADO CONTRATA MENOS QUE NO ANO PASSADO
Ainda que tenha mantido o saldo positivo, o comércio atacadista da área de têxteis e vestuário segurou as contratações em março, afetando o desempenho do segmento no trimestre. A comparação com os três primeiros meses de 2018 revela queda na oferta de emprego. Mesmo com a abertura de 83 vagas em março, que deixou o trimestre positivo em 140 postos, na mesma época do ano passado, o atacado tinha aberto 188 vagas, revela levantamento do GBLjeans.
Em março, o Rio de Janeiro foi onde o comércio atacadista mais ofereceu novas vagas (+37), seguido por Santa Catarina (+24) e Goiás (+16).
VAREJO AJUSTA TAMANHO
Ainda por causa dos temporários de final de ano, o varejo de moda continua a ajustar o tamanho da equipe. Em março, cortou mais 8.276 postos. Os três maiores mercados do país apresentam saldo negativo: São Paulo (-2.365); Rio de Janeiro (-1.129); e Minas Gerais (-844). De modo geral, todos os estados cortaram empregos formais. Apenas o Amapá mostrou saldo de sete vagas a mais com carteira assinada do que tinha em fevereiro.
NÍVEL DO EMPREGO NO BRASIL
Conforme o Caged, o Brasil fechou 43.196 postos de trabalho com carteira assinada em março. O comércio foi a atividade que mais cortou empregos, com menos 28,8 mil empregos. O ministério da Economia atribui a queda em março em parte à antecipação das contratações em fevereiro e “postergação das demissões para março, devido ao feriado de Carnaval”.