Depois de dois meses em queda, fabricantes de roupas e de itens têxteis registram alta que não foi suficiente, no entanto, para deixar o trimestre com saldo positivo
Se a previsão era de a produção industrial de têxteis e roupas começar a reagir em abril, o setor surpreendeu com alta em março, depois de dois meses enfrentando queda de atividade. A produção têxtil subiu 2% em relação a fevereiro, enquanto as confecções de vestuário tenderam à estabilidade de ritmo com discreto avanço de 0,2%, mostra a Pesquisa Industrial de Produção Física, cujos resultados o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na manhã dessa quinta-feira, 03 de maio.
Os dois segmentos apresentaram, assim, desempenho oposto à média da indústria brasileira cuja produção caiu 0,1% em março sobre fevereiro. Mesmo com dois meses negativos, os resultados do primeiro trimestre da indústria como um todo tem variação positiva, com crescimento de atividade de 3,1% em comparação a igual período de 2017. De janeiro a março, também a atividade têxtil subiu 0,04% no confronto com o primeiro trimestre do ano passado. Já as confecções acumularam redução de 0,07% no mesmo período, informa o IBGE.
DESEMPENHO SOBRE MARÇO DE 2017
O confronto de março de 2018 com março de 2017 alterou o cenário para a indústria têxtil que há quase um ano, desde abril do ano passado, tem mostrado aumento de produção sobre igual mês do ano anterior. A queda foi de 2%, registra a pesquisa do IBGE. Na mesma análise, a produção de roupas diminuiu pela segunda vez seguida, tendo caído 5,7% em relação a março de 2017. A indústria como um todo cresceu 1,3% sobre a produção registrada em março do ano passado.