Em março, as empresas do setor têxtil e de vestuário aprofundaram os cortes em todas as atividades, com desvantagem para o emprego industrial.
O número de vagas de emprego com carteira assinada só tem ficado menor no setor têxtil e de vestuário. E não foi diferente em março, apenas com uma alteração na intensidade das demissões. A redução do quadro de pessoal aplicada pela indústria foi intensificada nesse mês. Com o fechamento de
2,2 mil vagas em março, o primeiro trimestre de 2016 terminou com cerca de 6 mil vagas a menos do que começou. Ante o primeiro trimestre de 2015, quando o saldo foi positivo em 3.697 postos, a queda foi bastante severa.
Só não foi maior porque cinco estados contrataram mais do que demitiram, e quatro ficaram estáveis. Os demais enxugaram o quadro, revelam os dados da pesquisa do ministério do Trabalho, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em mais um mês, Santa Catarina se distancia dos demais e segue contratando. Abriu 605 vagas, seguido por Paraíba que ampliou 94 postos e Espírito Santo que ofereceu 78 vagas adicionais.
Na ponta oposta, a indústria de São Paulo foi de novo a que mais cortou pessoal. Juntas as empresas do estado fizeram 995 demissões. Minas Gerais demitiu 309 empregados com carteira assinada e Pernambuco fechou 305 postos de trabalho no mês, informa o levantamento do Caged.
Também o varejo aumentou o número de dispensas em março. O contingente de trabalhadores no segmento caiu 7.852. Só um estado contratou – e pouco. O varejo de Goiás abriu 43 vagas. Todos os demais demitiram, com São Paulo cortando 2.279 postos, seguido por Minas Gerais (-1.066) e Rio de Janeiro (-1.044). Ao contrário do registrado em março de 2015, quando o atacado ampliou a oferta de emprego, em 2016, o corte foi de 101 postos, dos quais 51 a menos em Minas Gerais, menos 36 em Pernambuco e menos 30 no Ceará. O Rio Grande do Sul abriu 58 vagas e São Paulo mais 15.