Em agosto, o efeito gangorra que marcou o ano levou produção para baixo novamente
Depois de dois meses de alta seguida, a produção de roupas e de itens têxteis tornou a ficar menor em agosto, acompanhando o desempenho geral da indústria no mês. Em relação a julho, o Brasil confeccionou em agosto 3% a menos de roupas. Já o ritmo da indústria têxtil caiu 1,6%, conforme os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, divulgada ontem, 02 de outubro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com esse resultado, o setor repetiu a retração registrada pela indústria em geral que assinalou redução de 0,3% no ritmo das atividades em agosto, marcando a segunda taxa negativa seguida.
Dos 26 ramos pesquisados, 14 diminuíram a produção em agosto em relação ao mês anterior, diz o IBGE. Mesmo em contenção, a indústria brasileira como um todo ainda mantém variação positiva no acumulado de 2018 em relação ao período de janeiro a agosto de 2017. Segundo a pesquisa, a média aponta para alta acumulada de 2,5%. Não foi o caso dos fabricantes têxteis e de vestuário.
No acumulado do ano, o país continuou a produzir menos roupas (-3% em oito meses) e têxteis (-1,6% de janeiro a agosto), em comparação com o mesmo período de 2017.
DESEMPENHO SOBRE AGOSTO DE 2017
A comparação com agosto de 2017 também mostra variação negativa. As confecções produziram menos, com recuo de 2,6%, puxado sobretudo pelas roupas femininas em geral. A indústria têxtil produziu 5,3% a menos no mês, afetada pela freada na produção de tecidos, tanto de algodão quanto sintético, de fios e linhas, de não-tecidos e de roupas de cama. Sobre agosto de 2017, a indústria em geral mantém desempenho positivo com crescimento de 2%.