Pesquisa do IBGE mostra que a contenção da atividade das fábricas foi generalizada entre os diversos ramos, interrompendo uma sequência de quatro meses de alta
Como em 2017, a indústria de produtos têxteis e de roupas começou o ano em baixa atividade em relação a dezembro. As empresas dos dois setores contiveram o ritmo em janeiro, como fizeram a maioria dos ramos analisados pela Pesquisa Industrial de Produção Física, realizada mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A produção industrial do país caiu 2,4% sobre o mês anterior. A de produtos têxteis recuou 1,2% em janeiro, e a de vestuário reduziu 0,7%.
Dos 24 ramos monitorados, 19 produziram menos na virada para 2018, informa o IBGE. O corte de janeiro interrompeu uma sequência de quatro meses de produção em alta para a indústria como um todo. “Vale destacar que o recuo verificado nesse mês foi o mais intenso desde fevereiro de 2016 (-2,5%)”, assinala o relatório que acompanha a divulgação dos resultados da pesquisa. No caso de têxteis e roupas, o recuo mais recente, e profundo, foi em novembro.
SOBRE JANEIRO DE 2017
Na comparação com janeiro de 2017, o desempenho industrial é melhor. A média do setor como um todo aponta para alta de produção de 5,7%. O crescimento da produção têxtil foi bem superior a essa média, registrando aumento de 9,1%, diz a pesquisa do IBGE. As confecções de roupas que foram o ramo com maior queda no confronto entre dezembro de 2017 e dezembro de 2016 melhoraram os indicadores ampliando o nível de atividade de janeiro 2018 em 5,3% sobre janeiro de 2017, mês de base baixa de comparação.