No primeiro trimestre, apesar das restrições de atividades, confecções de roupas e fabricantes têxteis abrem mais vagas formais.

A despeito do cenário caótico da pandemia de covid-19 no Brasil a indústria tem saldo positivo de emprego formal no balanço do primeiro trimestre do ano. Como em janeiro, abriu mais vagas com carteira assinada também em fevereiro e março. Novamente, a maior contribuição veio das confecções de roupas. As empresas do segmento adicionaram
32.034 novos postos de trabalho entre janeiro e março.Os fabricantes de artigos têxteis, que incluem as tecelagens, acumularam 12.359 novas vagas no primeiro trimestre. As informações constam do balanço atualizado do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a partir do qual o GBLjeans faz esse levantamento.
Os dados demonstram que o nível de contratação da indústria do setor foi mais forte nos meses de janeiro e fevereiro. Mas, desacelerou fortemente em março.
No comércio de roupas, como de costume no início de ano, o perfil dos empregos formais assume movimento inverso. Com as restrições ao funcionamento das lojas de varejo sobretudo em março o comércio demitiu mais. Encerrou o trimestre com 37.348 empregos a menos do que tinha ao final de 2020.
Já o atacado de roupas terminou o primeiro trimestre com saldo positivo de emprego, ainda que relativamente pequeno, com mais 12 vagas. Isso porque o segmento registrou um salto na oferta de vagas em fevereiro (+239), enquanto janeiro e março prevaleceram as demissões, mostram os dados do Caged.
SALDO POSITIVO DE EMPREGOS NO BRASIL
De janeiro a março, o país criou 837 mil empregos com carteira assinada entre todos as atividades econômicas. De maneira geral, o mês mais forte foi fevereiro, com saldo indicando a abertura de 395 mil vagas. E caiu em março com 184 mil novos postos, dos quais 42 mil oferecidos pela indústria de transformação.
O saldo é a diferença entre o volume de contratações e as demissões no período.