Ao contrário do que aconteceu em novembro de 2015, os reajustes de preço foram contidos e os itens de vestuário e acessórios acompanharam essa dinâmica da economia.
Pelo terceiro mês seguido, o reajuste do preço no varejo de roupas, calçados, tecidos, jóias e bijuterias ficou acima da inflação oficial, medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), embora tenha perdido a força como aconteceu com o índice geral. Os itens de moda ficaram 0,20% mais caros em novembro do que em outubro. O IPCA nacional (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,18%. Os artigos que mais pressionaram o aumento foram os preços dos calçados, reajustados em 0,82%, e as roupas infantis, que subiram 0,49%.
Tecidos e armarinhos ficaram 0,29% mais caros, enquanto as roupas masculinas tenderam à estabilidade em novembro com variação positiva de 0,04% em relação ao mês anterior. O preço de roupas femininas caiu 0,21% na passagem de um mês para o outro, assim como jóias e bijuterias reduziram os preços em 0,80%, no mesmo período, mostra a pesquisa realizada mensalmente pelo IBGE para formação do índice.
Há um ano a situação foi pior. A inflação do país acelerou e foi a 1,01%, a de moda chegou a 0,79%, uma das mais altas de 2015.
CUSTO DE VIDA NAS CAPITAIS
Se em outubro entre as 13 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE, apenas duas tiveram redução de preços em relação ao mês anterior, em novembro, a pesquisa registra que cinco delas mostram recuo. Belo Horizonte está novamente entre essas cidades, com queda de 0,41%. Também tiveram variação negativa Curitiba (-0,72%), Vitória (-0,72%), Salvador (-0,60%) e Goiânia (-0,01%).
As capitais que mais aumentaram preço foram o Distrito Federal (1,09%), Campo Grande (1,03%) e Fortaleza (0,95%), conforme a pesquisa publicada pelo IBGE na manhã dessa sexta-feira, 09 de dezembro.