Alta dos preços de roupas, calçados, tecidos, joias e bijuterias no mês só perde para o aumento dos itens de saúde e higiene pessoal.
Desde janeiro a inflação brasileira tem mantido forte variação positiva. Porém, em junho, os reajustes de preços desaceleraram. O aumento foi de 0,01%, de acordo com a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a menor variação mensal no ano do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Já a cesta de moda encareceu 0,30% em relação a maio, subindo pelo quarto mês consecutivo. O aumento só não foi maior que o de saúde e higiene pessoal, categoria que subiu 0,64%.
As roupas para adultos foram as que mais pressionaram a inflação do varejo de moda em junho. Para mulheres, encareceram 0,95%, enquanto os preços dos itens para homens subiram 0,26%. Também tiveram aumento de custo os tecidos (0,69%), calçados e acessórios (0,13%), diz a pesquisa do IBGE. Ficaram mais baratas em relação a maio as roupas infantis (-0,11%), joias e bijuterias (-0,80%).
Das 16 capitais cujo custo é monitorado pelo IBGE, oito registraram inflação em alta em relação a maio. O maior aumento foi observado em São Paulo, com variação nos preços de 0,91%. Outras sete cidades mostraram queda de preços sobre o mês anterior, com destaque para o recuo em Aracaju (-0,77%) e Salvador (-0,64%). Belo Horizonte foi a única capital a manter preços inalterados de moda em junho.
ACUMULADO DO PRIMEIRO SEMESTRE
Os sucessivos aumentos mensais não foram suficientes, contudo, para alterar o movimento de deflação no acumulado do ano para moda. Por causa da expressiva queda de preços em janeiro e fevereiro, o IPCA de moda permanece negativo em 0,22%, contra a alta acumulada de 2,23% da inflação oficial no primeiro semestre.
O índice foi puxado para baixo por roupas femininas (-0,43%); calçados e acessórios (-0,43%); joias e bijuterias (-0,27%). Já as roupas masculinas encareceram 0,11%, as infantis 0,13% e tecidos 0,89%.