Índice ficou acima da inflação oficial, de 0,31%, pela primeira vez desde outubro de 2020, quando atingiu a maior alta do período.

Desde fevereiro a inflação de roupas acelera. Em abril, subiu acima da inflação oficial brasileira que ficou em 0,31%, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação de roupas avançou
0,53% sobre março, enquanto a inflação de moda aumentou 0,47%, também acima da média geral.O aumento de roupas no mês só perdeu para Joias e Bijuterias (1,78%), que também pertence ao grupo classificado genericamente de Vestuário pela pesquisa do IBGE.
Os preços de Calçados e Acessórios em abril tenderam à estabilidade com leve variação positiva sobre o mês anterior de 0,06%. Tecidos e Armarinhos avançaram 0,41%.
A inflação de roupas acelera em abril refletindo os aumentos em todos os segmentos. A maior alta foi das coleções femininas (0,70%), seguida por roupas infantis (0,56%) e masculinas (0,30%).
INFLAÇÃO DE MODA ACUMULADA
Embora moda e roupas acumulem inflação de janeiro a abril, o indicador no período está abaixo da inflação brasileira que atingiu 2,37% nos quatro primeiros meses do ano. Corresponde a mais da metade do índice de 2020 inteiro (4,52%).
A inflação de moda avançou 1,07% em quatro meses.
Com o resultado de abril, a inflação de roupas deu um salto. Acumula alta de 0,64%, quando somava aumento de 0,12% até março.
Todos os segmentos de roupas encareceram no acumulado de quatro meses. A alta de roupas masculinas ficou em 0,77%, as femininas em 0,74% e as infantis em 0,22%.
Os demais itens do grupo de moda também acumulam inflação: Calçados e Acessórios (1,02%); Tecidos e Armarinhos (1,93%); Joias e Bijuterias (6,82%).
PREÇOS DE MODA E ROUPAS NAS CAPITAIS
Os aumentos espalharam-se pelas 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE que mede a inflação oficial brasileira. Apenas São Paulo e Salvador registraram deflação em abril nas variáveis de Moda e Roupas.
O cenário muda, porém, ao fazer a análise do acumulado de janeiro a abril. No total, quatro cidades tiveram deflação em Moda. E em seis, os preços de Roupas ficaram menores do que no mesmo período do ano passado.
Salvador é a capital com deflação acumulada mais acentuada em Roupas (-3,57%). Foi puxada pela queda nos preços de roupas infantis (-4,56%), masculinas (-3,83%) e femininas (-2,75%).
Fortaleza acumulou a maior alta de roupas no período (2,55%), seguido de perto por São Paulo (2,51%), de acordo com levantamento do GBLjeans às bases de dados do IBGE.
Compare o desempenho das capitais em Moda e Roupas navegando pelos gráficos interativos abaixo criados pelo GBLjeans. Também confira a variação mensal da inflação do setor com a média nacional.