Variação só ficou abaixo do aumento de calçados e acessórios que subiram 1,53% no mês.
Desde fevereiro os preços dos artigos de moda não param de subir. Em junho, a variação foi de 1,21%, a maior entre os nove grupos analisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) para calcular a inflação oficial brasileira. A inflação de roupas pressiona a cesta em junho com alta de
1,12%.Só foi menor que Calçados e acessórios que integram a cesta de moda e aumentaram 1,53% no mês em relação a maio.
Depois aparecem Tecidos e armarinhos (1,13%), além de Joias e bijuterias (0,80%).
A inflação de roupas foi puxada pelos aumentos do vestuário masculino (1,52%) e feminino (1,10%). Os preços das roupas infantis também aceleraram com reajuste de 0,47% sobre o mês anterior.
Em junho, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou avanço de 0,53%, na média geral.
INFLAÇÃO NO SEMESTRE
Em seis meses, a inflação brasileira acumula alta de 3,77%. A inflação de moda subiu 3,24% de janeiro a junho.
No primeiro semestre, o IBGE calcula a inflação de roupas em 2,70%. Foi contida pelos preços do vestuário infantil que só começou a encarecer a partir de abril. O primeiro trimestre foi de baixa para esse segmento.
Até junho, a inflação de roupas infantis acumula alta de 0,88%, a variação mais baixa entre todos os itens que compõem a cesta de Moda.
O aumento das roupas masculinas ficou em 3,53%, e o das femininas em 2,89%.
Os demais itens de moda também acumulam inflação: Calçados e Acessórios (3,38%); Tecidos e Armarinhos (3,47%); Joias e Bijuterias (9,55%).
PREÇO DE ROUPAS NAS CAPITAIS
Ao fazer a análise do acumulado do primeiro semestre pelas 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE, os aumentos acumulados de moda e roupas são generalizados.
Apenas Salvador e Brasília continuam a registrar deflação.
Nas outras 14 cidades, a inflação de roupas pressiona o varejo. As duas mais caras são: Fortaleza (6,61%) e São Paulo (6,28%).
Veja detalhes consultando os gráficos abaixo criados pelo GBLjeans.
Também compare neles a variação mensal da inflação de moda e roupas com a média nacional.