Comércio e produção de vestuário reagem no mês, mas queda de 4% no têxtil e alta nos preços industriais pressionam setor

Maio representou mais um mês de descompasso no ritmo da indústria têxtil e do varejo de moda. O comércio varejista de moda manteve tração ao registrar avanço tanto na receita nominal quanto no volume de vendas. Em contrapartida, a atividade industrial viveu momentos distintos. Enquanto a confecção de vestuário ensaiou recuperação no mês, a indústria têxtil sofreu duro golpe ao registrar retração de 4%, o pior resultado do segmento nos primeiros cinco meses do ano.
CONJUNTURA DE MAIO
Consumo na Ponta
:: O varejo de moda que inclui tecidos, vestuário e calçados teve forte desempenho em maio, superando de forma expressiva o ritmo do comércio geral. O segmento registrou salto de 3,10% no volume de vendas e disparou 5,60% na receita nominal no mês. O resultado puxou o acumulado de janeiro a maio, sustentando alta discreta de 0,10% em volume e avanço de 3,90% no faturamento. Na janela de 12 meses, a receita preserva crescimento de 3,40%, porém, o volume de vendas acumulado ainda registra recuo de 0,50%. Maio foi o melhor mês de vendas do ano até aqui.
Atividade Industrial
:: Na indústria, a produção física mostrou trajetórias opostas entre confecção e insumos têxteis. A fabricação de vestuário reagiu e saltou 4,70% em maio frente a abril. Contudo, o avanço mensal não anula o saldo negativo dos períodos mais longos. O segmento de vestuário acumula queda acentuada de 5,80% de janeiro a maio. Nos últimos 12 meses até maio, a retração alcança 2,30% nos últimos 12 meses. Já a indústria têxtil sofreu forte baixa de 4% no mês, o pior resultado do setor no ano. Com esse revés, o recuo acumulado em 2026 sobe para 3,20%, embora ainda preserve leve saldo positivo de 0,40% na janela de 12 meses.
Custos e Inflação
:: Maio aponta para alta nos preços industriais na porta de fábrica. O IPP subiu 1,03% no segmento têxtil e 0,58% em vestuário. No ano, os preços na porta de fábrica acumulam alta de 0,83% em têxtil e de 2,10% para vestuário. Em 12 meses, os preços da indústria têxtil registram baixa de 1,05%, já os de vestuário avançaram 2,49%. Na ponta do consumo , o grupo Moda registrou aumento de preços de 0,62% em maio, avançando acima do índice geral do país de 0,58%. Foi pressionado pela alta de calçados, de 0,74%, e vestuário feminino, de 0,70%. No acumulado do ano, contudo, a inflação de moda soma 1,51%, rodando bem abaixo do IPCA Geral de 3,20%.
EXPLORE
Em Indicadores de Moda, o GBL Monitor organiza os principais indicadores da cadeia têxtil, de vestuário e de calçados, combinando bases oficiais publicadas mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Sã os dados de Produção Industrial Mensal (PIM), Índice de Preços ao Produtor (IPP), Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).
Também dá para acessar as séries consolidadas de 2024 e 2025, permitindo comparações históricas e análise de tendência.
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