Junho corroeu os ganhos de maio no comércio, enquanto retração na confecção se aprofunda e fecha o semestre em -6,1%

O mês de junho interrompeu a recuperação ensaiada pelo mercado de moda e marcou desaceleração generalizada na cadeia têxtil e de vestuário. No varejo, a retração corroeu o forte desempenho de maio, registrando queda tanto no volume de vendas quanto na receita nominal. Na indústria, a produção física aprofundou o ritmo de queda, com destaque para o tombo de dois dígitos na confecção de vestuário. Com os resultados negativos de junho, o setor produtivo consolida um primeiro semestre de retração.
Já os preços na porta de fábrica mantiveram trajetória de alta. Na ponta, os preços ao consumidor continuam com variação positiva para moda em geral e em estabilidade para roupas no varejo.
CONSUMO NA PONTA
Após o forte salto observado em maio, o varejo de moda (tecidos, vestuário e calçados) sofreu desaceleração expressiva em junho. O volume de vendas no mês recuou 2,60%, enquanto a receita nominal teve queda de 4,70%.
Com o resultado negativo de junho, o fechamento do primeiro semestre de 2026 acumula baixa 0,20% no volume de vendas, mostrando que o consumo permanece estagnado na comparação anual. No entanto, impulsionada pelo repasse de preços ao longo dos primeiros meses, a receita nominal encerra o semestre com avanço acumulado de 3,40%.
ATIVIDADE INDUSTRIAL
A produção física industrial aprofundou a trajetória descendente em junho em ambos os segmentos. No vestuário, registro para a forte queda de 11% no mês, zerando a reação do mês anterior e levando o acumulado do primeiro semestre de 2026 para uma retração de 6,10%.
O segmento têxtil também manteve o viés negativo, registrando baixa de 2,50% no mês. E fechou o primeiro semestre de 2026 com saldo negativo acumulado de 3,40%.
CUSTOS E INFLAÇÃO
Conforme os dados do IBGE, os preços industriais na porta de fábrica (IPP) continuaram em alta em junho. Registraram aumento de 0,90% no segmento têxtil e de 1,07% em vestuário. No acumulado do primeiro semestre, o IPP acumula avanço de 1,73% na indústria têxtil e atinge 3,20% no segmento de vestuário.
Na ponta do consumo, a inflação do grupo Moda desacelerou fortemente em junho, com variação discreta de 0,17%, enquanto o item Roupas ficou praticamente estável em 0,03%. O acumulado do semestre mostra a inflação de Moda em 1,68% e a de Roupas em 0,60%, rodando significativamente abaixo do índice geral de preços, de 3,36%.
EXPLORE
Em Indicadores de Moda, o GBL | Monitor organiza os principais indicadores da cadeia têxtil, de vestuário e de calçados, combinando bases oficiais publicadas mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Sã os dados de Produção Industrial Mensal (PIM), Índice de Preços ao Produtor (IPP), Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).
Também dá para acessar as séries consolidadas de 2024 e 2025, permitindo comparações históricas e análise de tendência.
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