Segmento desacelera no mês, mas mantém maior pressão dentro de Moda, com alta de 2,85% no ano e 5,68% em 12 meses

Os preços de calçados recuaram 0,08% em julho2026, segundo o IPCA. Acompanhou assim o movimento de desaceleração que atingiu o grupo Moda (-0,66%) e a queda mais acentuada dos preços de roupas (-0,93%). No mês, o IPCA Geral avançou 0,07%. Entretanto, a queda em calçados foi insuficiente para alterar a trajetória de alta acumulada. Apesar do alívio pontual em julho, que interrompeu uma sequência de altas, calçados seguem como o principal foco de pressão inflacionária de Moda, descolados dos demais produtos que compõem a categoria.
Nos sete primeiros meses de 2026, os calçados registram inflação de 2,85%. Pressionaram assim o grupo Moda que acumula alta de 1,01%. Já o segmento de roupas ingressou em terreno negativo, acumulando deflação de 0,34% entre janeiro e julho.
No recorte de 12 meses até julho, a pressão dos calçados fica ainda mais evidente. O segmento acumula alta de 5,68%, acima da inflação anualizada de Moda, de 3,87%, e do IPCA Geral, de 4,44%. Roupas apresentam alta bem mais moderada, com variação anualizada de 2,31%.
-> Veja também Enquanto o mercado de calçados acelera o repasse de custos, a inflação das roupas em 2026 avança em ritmo moderado.
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O GBL Monitor cruza o índice macro da inflação brasileira, com a de moda, a de roupas e a de calçados. A plataforma analisa os microdados oficiais do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), apurados mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
➤ Série histórica: permite ao usuário analisar o comportamento desde janeiro de 2026. Compare as variações mensais e anuais da Inflação de Calçados 2024 e da Inflação de Calçados 2025 com os dados de 2026 para detectar mudanças de ciclo.
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