No acumulado até julho, a compra de vestuário estrangeiro cresceu 30,4% sobre 2025, atingindo US$1,76 bilhão

O saldo da balança comercial têxtil brasileira sofreu forte degradação em julho de 2026. O déficit mensal da cadeia saltou 128,9% na comparação com junho, passando de US$116,8 milhões para US$267,3 milhões. Sofreu com o recuo de 25,2% nos embarques de algodão e por uma nova aceleração de 12,7% na importação de vestuário no mês.
Dessa forma, o resultado de julho aprofundou a pressão sobre o acumulado dos primeiros sete meses do ano. De janeiro a julho de 2026, o déficit total do setor têxtil alcançou US$765,4 milhões, ante o saldo negativo de US$692,0 milhões registrado em igual período de 2025.
Como principal suporte da exportação do setor, a venda de algodão garantiu US$3,05 bilhões até julho, que representa alta de 13,6% sobre 2025. Contudo, o avanço do algodão não tem sido suficiente para anular o impacto das compras externas de vestuário, que saltaram de US$1,35 bilhão nos primeiros sete meses do ano passado para US$1,76 bilhão em 2026. Já as exportações de roupas ensaiaram reação e fecharam o período com alta de 4,8%, somando US$117,5 milhões.
No segmento de denim, os sete meses do ano acumulam queda de 11% nas exportações, enquanto as importações pularam de US$434,2 mil em 2025 para US$ 3,73 milhões em 2026.
→ Exportações têxteis: US$ 3.608.508.291 (Em 2025: US$ 3.256.284.278)
→ Importações têxteis: US$ 4.373.871.257 (Em 2025: US$ 3.948.303.678)
→ Exportação Algodão: US$ 3.056.458.831 (Em 2025: US$ 2.689.852.271)
→ Importação Algodão: US$ 2.643.869 (Em 2025: US$ 3.689.830)
→ Exportação Roupas: US$ 117.551.905 (Em 2025: US$ 112.128.322))
→ Importação Roupas: US$ 1.760.925.318 (Em 2025: US$ 1.350.801.903)
→ Exportação Denim: US$ 25.513.392 (Em 2025: US$ 28.667.181)
→ Importação Denim: US$ 3.731.292 (Em 2025: US$ 434.292)
O QUE MOVEU JULHO
Exportações recuam 21,5%: As vendas externas totais do setor somaram US$344,1 milhões em julho, puxadas para baixo pelo recuo do algodão e pelo desaquecimento do denim, cujos embarques caíram 45,6% frente a junho, somando US$3,62 milhões. No sentido inverso, ainda que tímida, a exportação de vestuário cresceu 5% na comparação mensal, atingindo US$16 milhões.
Importações sobem 10,1%: A compra de produtos têxteis estrangeiros voltou a acelerar em julho, alcançando US$611,4 milhões. O movimento foi capitaneado pelas roupas importadas (US$ 233,2 milhões, alta de 12,7% sobre junho) e pelo denim (US$506,0 mil, alta de 148,7% sobre o mês anterior). As importações de algodão seguiram em queda, somando US$209,5 mil no mês (-44,6%).
Para detalhes sobre os valores de julho consulte a tabela interativa abaixo, que abrange a variações mensais de cada segmento da cadeia têxtil.
NAVEGUE PELO PAINEL
Acompanhe o monitoramento contínuo dos fluxos de comércio exterior da cadeia têxtil e de confecção brasileira. O painel interativo abaixo consolida dados mensais que costumam ficar dispersos nas plataformas oficiais de comércio exterior. A plataforma utiliza como base os dados oficiais do Comex Stat (MDIC), cobrindo desde a exportação de fibras e matérias-primas até a importação de vestuário.
Consulte também a base histórica que abrange a Balança Comercial 2024 e a Balança Comercial 2025.
Os dados são mensalmente apurados pelo GBL | Monitor, que acompanha todos os indicadores do mercado de moda.





