Plano de expansão da marca de jeans segue modelo da Dudalina, única do grupo a operar com franchising

Após três anos de reposicionamento e os primeiros sinais consistentes de retomada do crescimento, a John John passará a operar por meio de franquias. A Veste S.A. anunciou a entrada da marca de jeanswear no franchising com meta de alcançar 30 unidades até 2028, replicando a estratégia já adotada pela Dudalina, atualmente a única marca do grupo com operações nesse modelo.
Atingida a meta de franquias, e sem conversão de unidades próprias para franchising, a rede de varejo da John John praticamente dobrará de tamanho em dois anos. Até o final de março, a marca atuava com 34 operações, conforme o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2026. Nesse período, a marca registrou receita bruta de R$43,7 milhões, crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025, interrompendo três anos de queda nas vendas.
Para anunciar a estreia da John John em franquia, a Veste participa da ABF Expo 2026, com dois modelos de operação. Um deles reproduz o conceito completo da John John, com lojas de aproximadamente 100 metros quadrados e investimento a partir de R$800 mil. O outro, batizado de John John Denim, tem por base operações mais compactas. E o foco é trabalhar com as categorias de maior giro. Nesse modelo, o investimento começa a partir de R$450 mil.
Conforme a Veste, a expectativa é a marca abrir seis franquias até o final de 2026. “A John John vive um momento muito positivo, impulsionado pela evolução de produto, operação e posicionamento. O jeans sempre foi um dos principais códigos da marca e, agora, passa a ser também um dos motores da nossa expansão por franquias”, declarou em comunicado Renata Viacava, diretora de unidade de negócios da companhia.
DUDALINA NA ABF
Também a Dudalina participa da ABF Expo 2026, feira que termina no sábado, 27 de junho, em São Paulo. A marca encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 57 lojas de varejo, das quais 22 franquias. O faturamento bruto no período alcançou R$59,5 milhões, crescimento de 3% na comparação com igual trimestre de 2025. E a previsão é encerrar 2026 com 30 operações de franquia da marca.
No caso da Dudalina, a franquia exige investimento inicial de R$600 mil. A participação destaca o reposicionamento e a assinatura “Mostre Sua Marca”, iniciativa que busca reforçar atributos como sofisticação, autenticidade e conexão com novos consumidores.
De acordo com a empresa, o fortalecimento do canal de franquia faz parte de uma estratégia integrada de crescimento, que combina lojas próprias, e-commerce e multimarcas.
Controladora também das marcas Le Lis, Bo.Bô e Individual, a Veste encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita líquida de R$304 milhões, alta de 14%. Ao todo, a companhia opera 194 lojas de varejo, entre unidades próprias e franquias. Além de manter presença em cerca de 3 mil pontos multimarcas em todo o país.
foto: divulgação




