Índice de Moda sobe 1,68% no primeiro semestre, roupas avançam apenas 0,60% e infantil acumula deflação no período de 0,41%

O primeiro semestre de 2026 fecha com uma dinâmica de preços muito particular no varejo de vestuário brasileiro. Enquanto o IPCA de Moda é impulsionado por outros componentes do grupo (como calçados e acessórios), com alta de 1,68%, o segmento específico de Roupas avançou apenas 0,60% no acumulado do primeiro semestre.
Pelo resultado acumulado, aparentemente, o varejo de vestuário têm operado com contenção de repasses de custos, rodando bem abaixo do IPCA geral, que acumulou inflação de 3,36% no mesmo período, conforme a pesquisa do IBGE que mede a inflação oficial brasileira.
Em junho, o grupo Moda registrou variação mensal de 0,17%, em linha com a inflação geral de 0,16%. No mês, os preços de roupas tenderam à estabilidade, com pequena variação positiva de 0,03%.
TAXA ANUALIZADA
O cenário anualizado até junho de 2026 mostra que, embora o primeiro semestre tenha sido muito controlado, a janela de 12 meses ainda carrega o peso das altas do segundo semestre de 2025. Moda acumula alta anualizada de 3,99% até junho.
Já o índice específico de Roupas registra aumento de 2,44% em 12 meses, frente ao IPCA geral acumulado em 12 meses que atingiu 4,64%.
RECORTE POR GÊNERO
No recorte por gênero, o comportamento dos preços das roupas adultas revela dinâmicas distintas no primeiro semestre de 2026, com forte contraste entre o curto prazo e o acumulado anualizado.
→ Roupas Infantis: consolidam deflação no semestre. Apesar do avanço de 2,58% na janela anualizada de 12 meses, o comportamento dos preços ao longo de 2026 aponta para um cenário de contenção de repasses. Em junho, as roupas infantis registraram recuo de 0,49% em relação a maio. Com esse resultado, a categoria fecha o primeiro semestre de 2026 no campo negativo, registrando deflação de 0,41%.
→ Roupas Femininas: estabilidade nas roupas femininas. Preços registraram variação de apenas 0,05% em junho. No acumulado do ano, a categoria apresenta alta de 0,80% e uma inflação anualizada de 1,80%.
→ Roupas Masculinas: maior variação em junho, com alta de 0,26%. No primeiro semestre, acumula aumento de preços de 0,87%, pouco acima do anotado em roupas femininas. No acumulado de 12 meses, contudo, é o segmento de vestuário adulto com maior pressão acumulada, registrando alta anualizada de 3,10%.
➤ Veja também Enquanto o mercado de roupas segura o repasse de custos a inflação de calçados dispara e sobe bem acima da média nacional em maio.
EXPLORE
O GBL Monitor cruza o índice macro da inflação brasileira, com a de moda, a de roupas e suas variações específicas por público – masculino, feminino e infantil. A plataforma analisa os microdados oficiais do IPCA, apurados mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
➤ Série Histórica Completa: Acesse as variações mensais da Inflação de Roupas 2024, Inflação de Roupas 2025 e 2026 para entender a sazonalidade do setor.
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