Mês tradicional de liquidações registra queda generalizada, com vestuário feminino liderando o corte com recuo de 1,50%

O varejo brasileiro de roupas entrou no período tradicional de liquidações com ajustes nos preços em todas as categorias. Em julho, os preços recuaram 0,93%, com queda nas linhas de vestuário feminino, masculino e infantil. Conforme dados do IPCA, o corte de preços foi mais intenso nas roupas femininas, que tiveram redução de 1,50%. Já as roupas masculinas recuaram 0,68% e as infantis, 0,10%.
No mesmo mês, o grupo Moda caiu 0,66%, enquanto o IPCA Geral registrou alta de 0,07%.
Com o resultado de julho, o acumulado de 2026 para Roupas entra em território negativo. Registra deflação de 0,34% de janeiro a julho.
O dado confirma que o varejo de vestuário continua a rodar bem abaixo da inflação oficial do país, de 3,44% no ano. No acumulado de 2026, o índice Moda assinala alta de 1,01%, só sustentada pela pressão vinda de joias e bijuteria, de 8,56%, calçados e bolsas, de 2,85%.
Nos últimos 12 meses até julho de 2026, roupas acumulam inflação de 2,31%. Novamente abaixo de Moda, que registra 3,87%, e do IPCA Geral, que atingiu 4,44%.
RECORTE POR GÊNERO
O comportamento das roupas em julho foi de queda em todas as categorias, mas com intensidades bastante diferentes. As roupas femininas registraram a maior retração, enquanto as infantis tiveram uma variação mais próxima da estabilidade.
→ Roupas Femininas: lideraram a queda em julho, com recuo acentuado de 1,50%. No acumulado do ano, o resultado de julho intensificou a trajetória de deflação do segmento que registra deflação de 0,72%. É a maior queda entre os segmentos de Moda. Porém, na janela anualizada de 12 meses, as roupas femininas sustentam alta de 1,27%.
→ Roupas Masculinas: tiveram queda de 0,68% em julho. Apesar da retração mensal, permanecem no campo positivo no acumulado de 2026, preservando leve alta de 0,18%. No recorte de 12 meses, são a categoria com maior pressão entre os segmentos de roupas, com alta de 3,29%.
→ Roupas Infantis: registraram a menor queda entre as três categorias em julho, de 0,10%. É o segundo mês seguido de retração. Desse modo, no acumulado do ano, as roupas infantis permanecem em deflação de 0,51%. Contudo, em 12 meses, acumulam alta de 2,77%.
➤ Veja também Enquanto o mercado de roupas segura o repasse de custos a inflação de calçados desacelera, anotando 0,08% em julho.
EXPLORE
O GBL Monitor cruza o índice macro da inflação brasileira, com a de moda, a de roupas e suas variações específicas por público – masculino, feminino e infantil. A plataforma analisa os microdados oficiais do IPCA, apurados mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
➤ Série Histórica Completa: Acesse as variações mensais da Inflação de Roupas 2024, Inflação de Roupas 2025 e 2026 para entender a sazonalidade do setor.
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