Aumento de preços registrado em outubro é o maior do ano e o que mais pressionou o índice geral do mês que subiu 0,57%.
Roupas foram os itens que mais pressionaram a inflação brasileira em outubro. De maneira geral, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês atingiu alta de 0,57%, em relação a setembro, enquanto artigos do vestuário apresentaram variação de 1,13%, o maior aumento de preços do ano na categoria, de acordo com a pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 7 de novembro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Novamente, as roupas femininas lideram a alta de preços no varejo, com aumento de 1,34% sobre setembro, que já havia registrado o maior índice da categoria no mês com expansão de 1,43%. Mas, a alta foi generalizada no setor. Roupas masculinas repetiram de perto o comportamento da moda feminina, com preços apresentando variação de 1,28%, expansão significativamente maior que o índice de 0,35% verificado em setembro. A aceleração dos itens de tecidos e armarinhos atingiu 1,32% em relação a setembro, quando a alta foi de 0,61%. Também as roupas infantis encareceram em patamar mais elevado na passagem de um mês para outro. Variaram 0,77% em outubro, depois de amargar inflação de 0,49% em setembro.
Apesar da disparada observada em outubro, no acumulado do ano, o índice da categoria ficou abaixo da média geral do país, com inflação de 4,38%. A categoria que além de roupas e tecidos inclui calçados, jóias e bijuterias acumulou alta de preços de 3,66%. Ao longo do ano, as roupas para crianças foram as que mais pesaram no orçamento com aumento consolidado de 4,88%, em seguida estão as roupas masculinas (3,90%), depois tecidos e armarinhos (3,22%) e só, então, roupas femininas (2,09%).