Como de costume, a troca para coleção mais nova eleva o preço de itens de moda, pressionados por tecidos, calçados e jóias.
Como sempre acontece nos meses em que há troca de vitrine para coleções mais novas, a inflação de itens de moda reavivou em agosto, depois da queda de julho. Não voltou ao patamar de 0,91% registrado em maio, o maior em um ano. Desacelerou, mas, continua alta. A média de aumento dos itens de moda ficou em 0,15%, ainda assim menos da metade da inflação oficial brasileira que foi de 0,44%, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) calculado pelo IBGE. (Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística).
Diferentemente de outros meses, o aumento dos preços de agosto foi agravado pelos reajustes de jóias e bijuterias (0,87%); de tecidos (0,67%); de calçados (0,58%). As roupas femininas e infantis, por exemplo, ficaram mais baratas em relação a julho. Queda de 0,34% e 0,06%, respectivamente. Roupas masculinas tiveram aumento de 0,13%, mostra a pesquisa do IBGE.
PREÇOS NAS CAPITAIS
Em agosto, o comportamento dos preços de itens de moda nas capitais foi o inverso do que ocorreu em julho. Das 13 cidades monitoradas, nove ficaram mais caras para o consumidor comprar roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias. O custo ficou menor no Rio de Janeiro, com deflação de 0,60%; em Belo Horizonte, a cidade mineira que foi uma das que mas aumentou em julho, registrou queda de 0,47% em agosto; em Porto Alegre (RS), que caiu 0,34%; e em Recife, cuja redução de preços foi de 0,28%.
Nas capitais em que a inflação acelerou, Vitória, no Espírito Santo, foi a que mais reajustou, com IPCA subindo a mais de um dígito, pulando para 1,56%. Em Salvador os preços subiram 0,97% e no Distrito Federal, acumularam alta de 0,88%. São Paulo que desde maio vem segurando os preços voltou a subir, aplicando aumento médio de 0,17%, revela a pesquisa do IBGE.