É a maior alta do ano no segmento, sendo que roupas foram os itens que mais pressionaram com aumento generalizado nas capitais.

Depois da reação de setembro, os preços voltaram a subir com mais força em outubro. E a inflação mensal de moda passa de 1%. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os itens que compõem o grupo Vestuário ficaram
1,11% mais caros sobre o mês anterior. Roupas pressionaram a aceleração subindo 1,18%, conforme a pesquisa.Em outubro, as roupas masculinas correspondem aos itens que mais encareceram. Subiram 1,76%. Em seguida, aparecem as infantis, com reajuste de 1%. As roupas femininas aumentaram 0,79%.
Sob o grupo Vestuário, que o GBLjeans chama de Moda, os aumentos atingiram também as demais atividades. Calçados e Acessórios ficaram 0,78% mais caros em outubro em relação a setembro. Tecidos (que inclui artigos de armarinhos) aumentaram 1,23%. Joias e bijuterias continuam a subir, saltando 1,98% no mês.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) calcula a inflação oficial do país. Em outubro, alcançou 0,86%. O resultado foi divulgado na manhã desta sexta-feira, 6 de novembro. Conforme o IBGE, é o maior resultado para o mês de outubro em quase 20 anos. Em outubro de 2002, a inflação foi de 1,31%.
A forte alta está atrelada aos aumentos de alimentos e das passagens aéreas, diz o IBGE.
AUMENTOS RECORDES PARA ROUPAS
Em todas as 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE, a inflação mensal acelerou, muito puxada pelos aumentos recordes de roupas em algumas cidades. Em dez delas, a alta ultrapassou 1%, sendo que em duas bateu os 2%. Belém registrou 2,53% de inflação de roupas, enquanto em Belo Horizonte o IPCA ficou em 2,11%.
VARIAÇÃO ACUMULADA NO ANO
Mesmo com a alta expressiva de outubro, o acumulado do ano mostra moda em deflação. Até outubro, acumula queda de 1,77%. Em roupas, o recuo é ainda mais profundo quando comparado aos dez primeiros meses de 2019. Está 2,60% abaixo do acumulado de janeiro a outubro do ano passado, revela a pesquisa do IBGE.
Só as roupas femininas acumulam queda de 4,62%. A deflação das roupas infantis até outubro atinge 1,05% a menos que igual período do ano passado. No mesmo confronto, o recuo acumulado em roupas masculinas atinge 0,90%.
Sobre 2019, até outubro, a inflação brasileira acumula reajuste de 2,22%, informa o IBGE.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS NO ACUMULADO EM 16 CAPITAIS
No acumulado do ano até outubro, três cidades mostram inflação acumulada: Curitiba (2,39%); Campo Grande (0,87%); e Belém (0,21%).
As demais 13 capitais registram deflação acumulada. O maior recuo continua em Salvador (-7,97%) e Aracaju (-6,62%).
NAVEGUE PELOS GRÁFICOS
Para ajudar a analisar o desempenho do setor, o GBLjeans criou uma série de gráficos. A intenção é facilitar a avaliação do leitor com a representação gráfica da variação mensal e acumulada da inflação do país e dos preços dos itens de Moda.
O portal complementa a análise com um recorte só para Roupas, mostrando o desempenho por segmento e público.
Da mesma forma, os gráficos trazem ainda dados da variação mensal e acumulada de Moda e Roupas nas 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE.