Roupas femininas e infantis pressionam a alta dos preços para o consumidor em outubro.

A alta dos preços de itens de moda pressionou e em outubro o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou a maior alta do ano, de 1,25%. Representa o valor mais alto para o mês de outubro desde 2022, afirma o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Conforme a pesquisa de outubro, a inflação de moda ultrapassa a taxa oficial brasileira, com alta de
1,80%, também a maior do ano.De acordo com o IBGE, artigos como roupas, calçados e joias representaram o segundo maior aumento entre os nove grupos de produtos monitorados pela pesquisa mensal. O reajuste só ficou abaixo de Transportes que devido aos preços dos combustíveis apresentou avanço de 2,26% de um mês para o outro.
Em moda, a inflação de roupas subiu 2,01%. Roupas femininas e infantis exerceram a maior pressão de preços nesse grupo de produtos, com aumentos de 2,26% e 2,01%, em outubro, respectivamente. Roupas masculinas foram reajustadas em 1,70% sobre setembro.
Ainda dentro do grupo de moda, Calçados e acessórios subiram 1,44%, muito acima do 0,25% de setembro. Estáveis no mês anterior, os preços de Joias e bijuterias avançaram 1,25% em outubro. Tecidos e itens de armarinho tiveram reajuste de 0,72%.
INFLAÇÃO ACUMULADA
Até outubro, a inflação brasileira acumula alta de 8,24% em 2021, mostra a pesquisa do IBGE.
No mesmo período, a inflação de moda acelerou, atingindo 7,06%. A inflação de roupas continua ligeiramente abaixo desse patamar, acumulando aumento de 6,92% no período.
Roupas masculinas mantêm a pressão, com alta acumulada entre janeiro e outubro de 8,57%. Roupas femininas acumulam inflação de 6,53% e as roupas infantis, de 4,91%.
Os demais itens de moda também acumulam inflação: Calçados e Acessórios (6,54%); Tecidos e Armarinhos (6,09%); Joias e Bijuterias (11,87%, ainda devido à valorização do ouro).
PREÇOS EM 12 MESES
Analisando os últimos 12 meses imediatamente anteriores a outubro, a inflação oficial brasileira registra alta acumulada de 10,67%.
Moda teve variação menor, com aumento de 7,77% no período.
Em 12 meses, os preços de roupas aumentaram 7,64%. Mais uma vez as roupas masculinas tiveram maior peso, com inflação acumulada de 9,29%.
O aumento das roupas femininas acelerou em outubro, registrando alta de 7,13% nos últimos 12 meses, e o das roupas infantis, de 5,88%.
Os demais itens de moda acumulam inflação em 12 meses de 6,93% para Calçados e Acessórios; 8,30% para Tecidos e Armarinhos; e 13,66% para Joias e Bijuterias.
PREÇO NAS CAPITAIS
No acumulado do ano até outubro, o GBLjeans observa que as 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE enfrentam inflação de moda e roupas.
A capital de maior alta acumulada em dez meses continua sendo Fortaleza. A inflação de moda ultrapassa os 10%. Até outubro, a capital cearense acumula alta de 12,11% em moda e de 14,69% em roupas.
NAVEGUE PELOS GRÁFICOS
Clique nas setas para acompanhar o comportamento dos preços na variação mensal de janeiro a outubro, em moda e roupas e seus desdobramentos, comparados com a média geral.
Criados pelo GBLjeans, os gráficos mostram ainda o acumulado do ano em moda e roupas, comparado com o IPCA geral. Também inclui a variação em 12 meses e em 16 capitais brasileiras.