E reajustes da indústria têxtil perdem a força em julho
Os preços de roupas no atacado caíram pela primeira vez no ano, mas o recuo é relativo. Em julho caíram 0,65% sobre junho, mês no qual as confecções fizeram o segundo maior reajuste de 2018. De acordo com a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor), contribuiu para esse desafogo a queda nos preços das roupas em malha, que compensaram inclusive os aumentos das camisas masculinas.
Ainda conforme a pesquisa, os preços dos produtos têxteis prosseguem em comportamento de alta, porém, perderam a força em julho. Subiram 0,49% sobre o mês anterior, por causa sobretudo dos aumentos nos preços de fios de algodão e dos sacos feitos de material têxtil, porque os tecidos de algodão ficaram mais baratos.
Segundo o IBGE, em apenas quatro atividades industriais os produtos tiveram queda de custo e a redução de vestuário foi a segunda maior, perdendo apenas para o setor farmacêutico que caiu 0,83%. De modo geral, a alta foi de novo generalizada subindo 1,13%, também dando sinais de que perdeu a força com que vinha reajustando as mercadorias para o atacado.
DESEMPENHO SOBRE JULHO DE 2017
A comparação com julho do ano passado mostra que os preços da indústria subiram muito acima da inflação no período. O setor como um todo registrou alta do IPP de 15,89% nesse confronto. Os reajustes aplicados pelas confecções de vestuário e pela indústria de artigos têxteis atingiram patamar mais baixo. As roupas no atacado ficaram 5,07% mais caras que em julho de 2017 e os têxteis subiram 8,19% na mesma comparação, aponta a pesquisa do IBGE.