Em vestuário, porém, os preços da indústria caíram em fevereiro, apresentando um dos piores resultados entre todos os setores.
Com o dólar já em escalada forte em fevereiro, a indústria brasileira reagiu com aumento de preços. O IPP (Índice de Preços ao Produtor) acelerou 0,70% sobre janeiro para a indústria em geral. Completou, assim, sete meses de alta. O salto na inflação da indústria têxtil foi ainda maior. Os preços de fábrica subiram2,38%, de acordo com a pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foram puxados pelos reajustes nos custos de fio de algodão e em roupas para o lar (banho e cama). É o quinto mês consecutivo de aumentos nas têxteis.
O vestuário mantém o efeito gangorra apresentado ao longo de todo 2019. Se abriu o ano em forte alta, em fevereiro, recuou 1,13%. Apresentou um dos piores resultados entre todos os setores. Só não foi maior que o de derivados de petróleo que caiu 6,34%, mostra a pesquisa. Com esse resultado, a indústria do vestuário acumula alta nos primeiros dois meses de 2020 de 0,42%.
Entre janeiro e fevereiro, a indústria têxtil soma aumento de 1,49%, portanto, acima da alta acumulada pela indústria em geral de 1,05% no período.
DESEMPENHO EM RELAÇÃO A IGUAL MÊS DO ANO PASSADO
Sobre fevereiro de 2019, a alta foi ainda mais intensa para o setor têxtil que acelerou 3,24%, registra o IBGE. Representa uma clara indicação do movimento das empresas para repor aumentos de custo represados. Mas o indicador ficou abaixo da reposição da indústria em geral que subiu 6,62% sobre os preços praticados em fevereiro do ano passado.
Vestuário não teve o mesmo comportamento. As empresas do segmento mantêm a política de segurar preços para ter giro. Na mesma comparação, o IPP de roupas assinala queda de 0,87%.