Nem a comemoração do Dia das Mães foi suficiente para segurar a perda em volume e receita das lojas de roupas, tecidos e calçados.
Mês forte para as vendas do varejo de moda por conta das comemorações do Dia das Mães, atipicamente maio deste ano derrubou volume e receita das lojas de roupas, tecidos e calçados. Com recuo de 7,8% em volume de vendas e de 6,5% em receita nominal, moda enfrentou a maior queda entre as atividades analisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) na passagem de abril para maio.
Outras três atividades do varejo assinalaram redução em volume de vendas sobre abril: livros, jornais e revistas (-4,5%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-2,8%); artigos de uso pessoal e domésticos, que inclui as lojas de departamento (-0,1%). O impacto dessas perdas influiu no desempenho do comércio varejista como um todo, que teve queda de 0,1% em maio, índice que representa estabilidade, “porém em patamar baixo”, destacaram os analistas do IBGE ao apresentarem os resultados do mês.
Já a receita nominal do varejo nacional ficou positiva em 0,2% no mês, registrando redução em moda; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-6,3%);
livros, jornais e revistas (-4,5%), mostram os dados da pesquisa. As demais atividades aumentaram as vendas. Segundo o IBGE, “os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,4%); seguido por Móveis e eletrodomésticos (1,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%); e Combustíveis e lubrificantes (0,6%)”.
SOBRE MAIO DE 2016
A comparação com igual mês do ano passado mostra um cenário de recuperação, avalia o IBGE, salientando que ainda há um longo caminho a percorrer até reparar as perdas. Assim como em abril, em maio o varejo como um todo apresentou avanço de 2,4% em volume de vendas e de 3,1%, em receita nominal. Em moda, desde fevereiro as lojas do segmento venderam mais que no ano anterior.
Os índices que se mostraram altos nos meses anteriores, enfraqueceram em maio, ainda que permaneçam positivos na comparação com maio de 2016. Em volume de vendas, o varejo de moda cresceu 5% em volume de vendas, mas não ficou entre os que mais avançaram, e aumentou 7,2% a receita nominal no mesmo confronto.
Dos 12 estados que são destaque no relatório de resultados da pesquisa, apenas três deles tiveram queda no volume de vendas do comércio de moda, no confronto com maio de 2016: novamente o Paraná (-13,9%); Santa Catarina (-14,3%), o que mais caiu; e Goiás (-0,7%). Nos outros oito estados e no Distrito Federal o comportamento das lojas de roupas, tecidos e calçados foi positivo, alguns com forte alta tanto em volume quanto em receita, como é o caso do Espírito Santo cujo comércio de moda vendeu quase 50% a mais que em maio do ano passado.
Como acontece desde fevereiro, Minas Gerais continua a revigorar as vendas de moda mediante aumento de 33% a mais em volume e 35,5%, em receita. O terceiro maior avanço foi assinalado pelo comércio de Pernambuco. Conforme a pesquisa, as lojas do estado tiveram crescimento de 21,8%, em volume, e de 23,9%, em receita. Apenas Paraná e Santa Catarina perderam vendas sobre maio de 2016, com redução de 12,1% e 11,6%, respectivamente.