Depois do salto de março, em abril os preços de roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias foram reajustados abaixo do IPCA geral para o mês.
A inflação brasileira voltou a acelerar em abril, com avanço de preços de 0,69% sobre março, mês que registrou a menor variação do ano. Com exceção de habitação, que caiu puxada para baixo sobretudo pela queda na conta de energia elétrica nas residências, o custo de vida no país encareceu em todos os demais grupos que compõem a cesta monitorada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Itens de moda subiram 0,40%, pressionados por fortes aumentos em roupas femininas (0,95%), tecidos (0,88%), jóias e bijuterias (0,83%) e calçados (0,60%). A inflação no setor só não foi maior porque o preço das roupas masculinas caiu 0,34% e das roupas infantis recuaram 0,25%, mostram os dados da pesquisa mensal do IBGE.
INFLAÇÃO NAS CAPITAIS
Entre as capitais destacadas pelo levantamento do IBGE, apenas três assinalaram deflação: Vitória (-0,67%), empurrada pelo corte no custo de roupas femininas e de calçados, porque os demais itens subiram; Belo Horizonte (-0,15%), cujos preços caíram em todos os itens de moda, com exceção de tecidos que ficaram 1,78% mais caros no varejo; e Belém (-0,12%), que recuou por causa de roupas, enquanto calçados, jóias e tecidos ficaram mais caros.
Nas outras dez cidades, a variação foi de inflação. Goiânia permanece entre as três capitais mais caras, com alta de 1,03%. Porto Alegre foi a que assinalou o maior aumento em abril na área de moda com salto de 1,43%, seguida por Fortaleza, com alta de 1,38%, revela o levantamento do IBGE.