Daqui até janeiro, os preços dos itens de moda devem continuar a subir, com a cesta sendo pressionada, em setembro, por vestuário masculino e calçados.
Vestuário foi o item que mais encareceu em setembro, no Brasil, com aumento de preços que alcançou 0,43%, em relação ao mês anterior. É muito, diante da inflação brasileira que ficou em 0,08%. “Em relação aos meses de setembro, não há registro de IPCA mais baixo desde 1998, quando ficou em -0,22%”, afirma o relatório que acompanha a pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e divulgada na manhã desta sexta-feira, 07 de outubro.
Dos itens que compõem a cesta de Vestuário, apenas roupas femininas e jóias não tiveram aumento. Ao contrário, os preços caíram. Em vestuário para mulheres recuaram pelo terceiro mês seguido, com recuo de 0,10%; enquanto em jóias e bijuterias a contração foi de 0,40%. A pressão sobre a inflação de moda veio de calçados, o item que mais subiu, com aumento de 1,23% e roupas masculinas, que ficaram 0,44% mais caras que em agosto. Tecidos e armarinhos registraram incremento de 0,25% e roupas infantis, de 0,14%, mostra a pesquisa do IBGE.
PREÇO NAS CAPITAIS
Variou o comportamento dos preços nas 13 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE. Cidades que tiveram deflação em agosto reajustaram os preços para cima em setembro, e outras fizeram o caminho inverso no varejo. Foi o caso das três mais caras em agosto. Vitória (ES) foi a cidade mais cara em agosto, com aumento de 1,56%, e em setembro, os preços caíram 0,33%. Mesma coisa ocorreu em Salvador que saiu de aumento de 0,97% para queda de 0,20% e no Distrito Federal que variou de 0,88 para cima em agosto para menos 0,59% em setembro. Mais duas capitais tiveram deflação: Fortaleza (CE), queda de 0,24%, e Curtiba (PR), declínio de 0,02%.
Das que aumentaram o custo, Campo Grande (MS) foi a mais cara em setembro, com alta de 1,74%, sobretudo por causa das roupas. Goiânia (GO) e São Paulo (SP) aparem em seguida com aumentos de 0,86% e 0,82%, respectivamente, demonstra a pesquisa do IBGE.