Em abril, tanto confecções de vestuário quanto têxteis assinalam queda no ritmo produtivo, seguindo o desempenho da indústria como um todo no Brasil.
Desde março tem caído o ritmo industrial brasileiro como um todo, refletindo o mesmo comportamento nas atividades dos setores de produtos têxteis e de confecção. E não foi diferente em abril, quando a indústria de um modo geral caiu mais 0,3% sobre março, que já assinalara retração, como mostram os indicadores monitorados pela IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os resultados da pesquisa sobre produção industrial foram divulgados ontem, 04 de junho.
O setor têxtil vem registrando queda no volume produzido desde fevereiro. Em abril, o ritmo de retração foi mais fraco, com recuo de 0,10%. Já a indústria de confecção de vestuário e acessórios aprofundou o corte em abril, com redução de 1,60% sobre março, quando já recuara 0,60%, situando-se assim entre as categorias que mais reduziram atividade no mês e bem acima da desaceleração geral.
Na comparação com março de 2013, a queda é ainda mais intensa. A média geral registra menos 5,8%, enquanto as confecções reduziram 6,7% e a indústria têxtil, 11,8%, no período. O IBGE ressalta que foi uma perda mesmo considerando que abril de 2014 teve dois dias úteis a menos que abril de 2013.