Vendas ficaram estáveis em relação ao mês anterior, mas a receita caiu, ao contrário do que ocorreu no comércio como um todo
Depois de um outubro bem ruim, os indicadores do comércio varejista brasileiro melhoraram em novembro. Moda, contudo, não acompanhou esse desempenho, ainda que tenha sido melhor que em novembro do ano passado. As vendas das lojas de roupas, calçados e tecidos ficaram estáveis em novembro, nem caíram nem cresceram, mas a receita nominal recuou 0,3%, mostra a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De modo geral, o acréscimo de 0,7% no volume de vendas e de 1,3% na receita nominal mostrou reação do comércio varejista brasileiro como um todo em novembro, mês em que cinco das oito atividades pesquisadas assinalaram resultados positivos. Segundo o IBGE, os setores que mais tiveram avanço foram aqueles com forte presença no comércio pela web. É o caso de Móveis e Eletrodomésticos com crescimento de 6,1% só em volume de vendas, além de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 8% sobre outubro.
SOBRE NOVEMBRO DE 2016 E DESEMPENHO DOS ESTADOS
De acordo com a pesquisa do IBGE, o setor de tecidos, vestuário e calçados, com variação de 9,1% em vendas, em relação a novembro do ano passado, foi a quarta maior contribuição para a taxa geral do varejo. O avanço em receita nominal no período foi de 11,9%. “Com o aumento da massa de salário real e os preços de vestuário situando-se abaixo da média geral de preços, o desempenho da atividade permanece acima da média geral do varejo”, afirma o relatório que acompanha a divulgação dos resultados.
Na comparação com igual mês do ano passado, os indicadores continuam a dar sinais de recuperação para o comércio em geral, que aumentou 5,9% o volume de vendas e 4,6% a receita nominal, indicando que as lojas seguraram preços para girar mais.
Entre as lojas de roupas, calçados e vestuário, nos 12 estados que são destaque na pesquisa do IBGE também prevalecem os resultados positivos em relação a novembro de 2016, diferentemente de outubro. Nos sete estados com crescimento no varejo de moda, as três praças que mais avançaram em volume de vendas incluem novamente Minas Gerais, com aumento de 32%; o Rio Grande do Sul, com expansão de 27,5%; e Pernambuco, com acréscimo de 21,4%. Em receita nominal, os indicadores foram ainda melhores nesses mercados: 34,5%, em Minas Gerais; 28,4%, no Rio Grande do Sul; e 23,8%, em Pernambuco.
Em cinco estados o volume de vendas caiu no período: Distrito Federal (-11,5%), Goiás (-7,1%), Ceará (-3%), Santa Catarina (-2,5%) e Paraná (-2,3%). Entretanto, a receita nominal recuou apenas nos estados com maior queda de vendas: Distrito Federal (-7,9%) e Goiás (-3,6%).