Lojas de vestuário, tecidos e calçados apresentaram alta em volume de vendas e receita no mês, acima da média registrada pelo comércio brasileiro em geral.
Outubro interrompeu a queda nas vendas do varejo brasileiro. Em volume, cortou oito meses de resultados negativos, com alta de 0,60%, que refletiu no crescimento da receita nominal em 1,2%, sobre o movimento de setembro. A pesquisa divulgada na manhã de hoje, 16 de dezembro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sobre o comércio varejista, mostra que as lojas de vestuário, tecidos e calçados estão entre as cinco atividades a registrar expansão dos negócios, de dez monitoradas.
O aumento de 1,9% no volume de vendas de itens de moda foi o maior registrado no comércio brasileiro, em outubro. Em seguida estão os hipermercados e supermercados, com alta de 1,4%, que associada à expansão em produtos alimentícios, bebidas e fumo sobe para 2%. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos ampliaram o volume vendido em 1,5%; livros, jornais, revistas e papelaria, somaram 0,7%; e móveis e eletrodomésticos cresceram 0,6%, em volume.
Com aumento de volume de vendas, a receita nominal varejo de moda cresceu em outubro bem acima da média nacional. Em relação a setembro, a expansão de 2,3% foi a segunda maior entre as atividades pesquisadas, só sendo menor que a de postos com as vendas de combustíveis e lubrificantes, cuja receita subiu 2,5%, mostra o levantamento do IBGE. De modo geral, no varejo brasileiro, todos os dez ramos faturaram mais, com exceção de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-9,1%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,8%).
Apesar da melhora de indicadores no mês, sobre outubro de 2014, o quadro piora para o varejo de roupas, tecidos e calçados. A queda de volume de vendas foi de 9,7% e o recuo em receita nominal foi de 6%. A queda foi geral em todos os 12 estados monitorados para o estudo, tanto em volume quanto em receita. Apenas o Ceará apresentou resultados positivos nos dois indicadores: alta de 2,2%, em volume, e de 5,1%, em receita.
Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul continuam a enfrentar as maiores dificuldades, registrando perda de volume de 17,4%, de 15,8% e de 14,5%, respectivamente. Em receita nominal, o desempenho dos três estados não foi melhor: -14,1% (Pernambuco), -13,6% (Bahia) e -12,1% (Rio Grande do Sul).