Atividade foi das que mais sofreu com perdas acima de 20% no ano, enquanto o comércio brasileiro como um todo teve pequena alta.

Como previsto, a pandemia enfraqueceu o varejo de moda. Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), a atividade foi das que mais sofreu em 2020. Lojas físicas fechadas por quase três meses para conter o contágio por covid-19 resultaram em perda de
22,7% no volume de vendas e redução de 23,2% na receita nominal, na comparação com 2019, mostram os dados do BGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).O resultado do varejo de moda só não foi pior do que de livros, jornais, revistas e papelaria cujas vendas caíram 30,6% em 2020.
Assim, as lojas de roupas, tecidos e calçados encerram tristemente a década que começou em alta. Mas que amargou três anos seguidos de queda entre 2014 e 2015. Veja a variação anual em dez anos nos gráficos abaixo.
De acordo com a pesquisa do IBGE, o comércio varejista nacional como um todo tendeu à estabilidade sobre 2019 ao registrar aumento de 1,2% em volume de vendas. Mas refletiu a alta da inflação com aumento de 6% na receita nominal.
Melhor mês para as vendas do varejo, dezembro registrou queda histórica. Moda recuou em volume (-13,3%) e em receita (-13,7%).
Também o comércio em geral amargou seu pior resultado para o mês de dezembro desde que a série foi criada. Houve redução em volume (-6,1%) e receita (-5,3%).
DESEMPENHO DE MODA NOS ESTADOS
A pandemia enfraqueceu o varejo de moda nos 12 estados que são destaque da pesquisa do IBGE. Todos perderam vendas quando comparados a 2019 na área de moda. A exceção positiva foi o Espírito Santo, cujo comércio de moda cresceu 1,4% em volume de vendas, em 2020. Porém, a receita caiu 0,9%.
Bahia e Rio Grande do Sul foram os que mais caíram em volume de vendas (-28,8%).
O varejo de moda baiano perdeu 31,6% em receita em 2020 sobre 2019. O gaúcho perdeu 28,9%.
Veja o desempenho de cada estado e a variação mensal do segmento, consultando os gráficos abaixo.