Preços de roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias foram reajustados acima da média nacional.
Com reajuste de 0,32%, os preços de itens de moda ajudaram a pressionar a inflação oficial brasileira de dezembro, junto com transportes e artigos de uso pessoal, inclusive de saúde. Ainda assim, o IPCA nacional do mês, que foi de 0,30%, é o mais baixo para dezembro desde 2008 quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo ficou em 0,28%, aponta em pesquisa o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Em moda, a maior pressão sobre os preços foi exercida pelas roupas de adulto.
As que mais encareceram em relação a novembro foram as roupas masculinas com aumento médio de 0,72%, seguida pelo vestuário feminino que apresentou IPCA de 0,66%. Os artigos para crianças recuaram, com queda de 0,16%. Contudo, o maior recuo veio de jóias e bijuterias, cujos preços caíram 1,40% em dezembro em relação ao mês anterior. Calçados subiram 0,20% e tecidos, além de itens de armarinho, soferam reajuste de 0,17%, sobretudo em duas capitais: Rio de Janeiro (3,10%) e Belém (2,08%).
Da mesma forma que em novembro, há um ano o cenário era mais desanimador. A inflação de moda acelerou indo para 1,15%%, a alta de 2015.
CUSTO DE VIDA NAS CAPITAIS
Em dezembro das 13 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE, apenas duas tiveram redução de preços, contra cinco de novembro. , a pesquisa registra que cinco delas mostram recuo. Os preços de moda caíram em São Paulo (-0,35%) e Belém (-0,45%). Entre as 11 cidades que reajustaram os preços para cima Belo Horizonte é o destaque negativo por causa do aumento médio de 1,08%, seguido por Salvador (1,06%) e Porte Alegre (0,87%) – os três mais altos.
o Horizonte está novamente entre essas cidades, com queda de 0,41%. Também tiveram variação negativa Curitiba (-0,72%), Vitória (-0,72%), Salvador (-0,60%) e Goiânia (-0,01%).