A alta alcançou 0,10% em mês no qual o país registrou deflação de 0,31%, com produtos e serviços afetados pela covid-19.
A despeito do fechamento do comércio para conter a curva de contágio da covid-19, moda permaneceu com inflação em abril. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou aumento de 0,10%, a segunda variação positiva seguida, depois de dois meses em queda. Roupas pressionaram a alta dos preços. De acordo com a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mede a inflação oficial, os preços das roupas subiram 0,33% em abril sobre março. As roupas masculinas foram as que mais encareceram. A inflação subiu 0,58%. As roupas femininas foram reajustadas em 0,24%. As roupas infantis assinalaram alta discreta de 0,09%.
Joias e bijuterias continuam a refletir a alta do ouro, anotando aumento de 1,11%. Tecidos aumentaram 0,42%. A inflação de moda só não foi maior porque calçados e acessórios ficaram 0,69% mais baratos em abril em relação a março.
O grupo Vestuário que na pesquisa do IBGE abrange as quatro categorias de produtos foi dos poucos a ter variação positiva. Saúde e cuidados pessoais subiu 0,21%. Como previsto, alimentação e bebidas teve o maior aumento de IPCA, atingindo 1,13%. Os demais seis grupos de produtos e serviços monitorados pela pesquisa mostraram preços menores.
De modo que o país registrou deflação em abril, de 0,31%. No acumulado do ano, porém, a inflação está em 0,22%.
VARIAÇÃO ACUMULADA NO SETOR
Mesmo com preços maiores em abril, no acumulado do ano o grupo Vestuário prossegue em deflação na comparação com os quatro primeiros meses de 2019. Acumula queda de 0,90%, mostra a pesquisa do IBGE. As roupas puxaram os preços para baixo, com declínio no período de 1,03%. As femininas caíram 1,71% de janeiro a abril. As masculinas diminuíram 0,54%. As infantis ficaram 0,38% mais baratas sobre janeiro a abril de 2019.
Calçados e acessórios acumularam deflação de 0,83% na mesma comparação; e tecidos, queda de 1,36%. Já joias e bijuterias somaram alta de 3,17% nos quatro primeiros meses de 2020.
INFLAÇÃO DE MODA EM 16 CAPITAIS
Em abril, não foi uniforme o comportamento dos preços de moda nas 16 capitais que são destaque da pesquisa. Metade apresentou deflação. Distrito Federal e Aracaju foram as cidades onde os preços mais desaceleraram, com queda de 0,98% e 1,41%, respectivamente. A maior inflação foi observada em São Paulo e Goiânia, ambas com aumento de 0,83%.
No acumulado do ano, das capitais em destaque, 14 anotaram deflação, com a maior queda permanecendo em Vitória (-2,74%). Acumulam alta nos primeiros quatro meses de 2020: ainda Recife (0,85%) e Belo Horizonte (0,11%).
VEJA GRÁFICOS E TABELAS
Confira abaixo a evolução dos preços. A partir de abril, o GBLjeans acrescenta o indicador Roupas, como um recorte separado de Moda para facilitar a análise.