Reajuste foi quase o dobro da inflação oficial brasileira divulgada hoje pelo IBGE, de 0,42%, a mais alta do ano até agora
Repetindo a curva de inflação de 2016, as lojas de vestuário, tecidos, calçados e acessórios estabeleceram forte aumento de preços em outubro, com alta de 0,71% – o outro pico ainda mais forte foi registrado em maio (0,98%). O reajuste de moda representa quase o dobro da inflação brasileira para o mês, de 0,42%, divulgada na manhã dessa sexta-feira, 10 de novembro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro é o mais alto do ano, superando até agora janeiro, quando o país enfrentou alta de preços de 0,38%.
No grupo de moda, com a chegada mais forte das novas coleções ao varejo em outubro, as roupas masculinas registraram aumento de 1,28%, ainda mais alto que a transição para o inverno, estação na qual geralmente os itens ficam mais caros. Os calçados subiram 0,98%. Acessórios como jóias e bijuterias foram reajustados em 0,55% também ficando acima da inflação oficial. Ficaram abaixo da média oficial as roupas femininas, cujos preços subiram 0,22%, e as roupas infantis, com aumento de 0,31%. Apenas tecidos seguraram os preços, com queda de 0,31% em relação ao encontrado no varejo em setembro, mostram os dados do IBGE.
Com esse desempenho, os itens de moda pressionaram a inflação brasileira. Formam o segundo grupo de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE que mais encareceu em outubro. Só perdeu para Habitação, cuja inflação disparou chegando a 1,33% mais alta que em setembro, pressionada pelo aumento do custo do gás de cozinha vendido em botijões de 13 quilos (4,49%) e da energia elétrica, que ficou 3,28% mais cara.
COMPORTAMENTO DO PREÇO NAS CAPITAIS
Das 13 cidades cujos preços são monitorados pela pesquisa do IBGE, apenas Campo Grande (MS) apresentou recuo de preços em outubro sobre o mês anterior. A queda foi de 0,91%. Em quatro capitais, a inflação disparou no mês, subindo a mais de 1%. Fortaleza foi a mais cara de outubro com alta de 1,55%, pressionada pela alta nos preços de roupas para adultos, com aumento de 2,70% para itens femininos e de 2,07% para itens masculinos.
As outras três cidades cuja inflação se agravou na passagem para outubro ultrapassando 1% foram: Goiânia (1,35%, também afetada pelos reajustes das roupas de adultos); Belém (1,15%); e São Paulo (1,01%).