Ao contrário, o custo dos produtos têxteis continuou a aumentar, subindo bem acima do reajuste geral aplicado em abril pela indústria de transformação.
Em abril, as roupas vendidas para o atacado ficaram mais baratas. A queda no mês foi de 0,53%, informa a pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor). Foi uma das poucas atividades da indústria de transformação a reduzir preço entre as 23 analisadas pelo estudo. O IPP geral continua a subir, assinalando em abril aumento de 0,31% pelo terceiro mês consecutivo.
Mesmo comportamento apresentado pela indústria de produtos têxteis que desde janeiro reajusta para cima os preços. Em abril, registrou a maior alta do ano, tendo aplicado aumento de 1,96%. Segundo o relatório da pesquisa do IBGE, tecidos e fios de algodão foram os responsáveis pela maior parte desse reajuste muito acima da taxa exibida pela indústria como um todo. Já a queda no preço de atacado das roupas é atribuída a produtos confeccionados em malha.
Na comparação com abril de 2014, as duas atividades seguem o comportamento da indústria em geral, que impôs reajuste de 5,63% aos preços praticados no atacado. As confecções de vestuário aumentaram a tabela em 4,89% na comparação com igual mês do ano anterior, enquanto o reajuste da têxtil ficou em 4,21%, revela a pesquisa do IBGE.