Depois de dois meses de alta forte, o IPCA de junho do setor diminuiu o ritmo, com aumento menor que o verificado em maio.
Item importante no orçamento das famílias, as roupas continuam a custar mais em junho, porém, com sinais de desaceleração como demonstra o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês, medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgado na semana passada. O setor vestuário e acessórios – que engloba roupas, tecidos e itens de armarinho, além de calçados e acessórios, jóias e bijuterias – registrou alta de preços de 0,5%, diminuindo o nível de inflação que, em maio, foi de 0,84%. Mesmo assim, ficou bem acima da média geral de junho, de 0,26%.
Novamente, as roupas masculinas pressionaram os preços. Ficaram 1,2% mais caras na passagem de maio para junho. Roupas femininas e infantis também ficaram mais caras, contudo, o nível de expansão foi menor – 0,67% e 0,37%, respectivamente. Somente os preços do segmento de tecidos e itens e armarinho recuaram menos com IPCA de 0,07%.
Para o cálculo do IPCA, a equipe do instituto apura o custo de vida em 11 capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Distrito Federal, Recife, Fortaleza, Salvador, Goiânia e Belém. Recife e Rio de Janeiro são as duas cidades mais caras no que se refere a vestuário: 1,39% e 1,03%, respectivamente. No Rio, porém, o vilão foi o segmento de tecidos e armarinhos com alta de 2,12%, enquanto em Recife, a pressão veio das roupas femininas, com alta de 2,5%. Em roupas, o Distrito Federal foi o único mercado a ter deflação. Segundo a pesquisa, os preços caíram 1,44% na cidade, apenas com tecido e armarinhos registrando inflação de 1,67%.