Entre as confecções de roupas, a inflação da indústria perdeu força em setembro, de acordo com a pesquisa do IBGE que mede o IPP.

A retomada do mercado em meio a falta de insumos e dólar alto refletiu no custo da indústria. E o preço dos tecidos sobe 3,56% em setembro, uma das maiores altas do ano na atividade. O dado consta
dos resultados da pesquisa que mede o IPP (Índice de Preços ao Produtor) – ‘os preços de fábrica’. O levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra variação positiva também entre as confecções de vestuário.Os preços das roupas no atacado subiram 0,17% em setembro. Os reajustes perderam a força na comparação com agosto. De acordo com a pesquisa do IBGE, vestuário é a atividade que menos aumentou preços no mês entre todos os ramos industriais monitorados.
O IPP geral subiu 2,37% sobre agosto. Dos 24 setores analisados, apenas fabricantes de bebidas e de derivados de petróleo registraram queda nos preços de fábrica. Bebidas recuaram 0,05% e petróleo caiu 13,97%.
Na indústria têxtil, como em agosto, o preço dos tecidos foram puxados por aumentos em malhas. Também os fios de algodão ficaram mais caros em setembro.
Em vestuário, as roupas femininas foram o fiel da balança. Itens como vestidos e blusas pressionaram os aumentos. Já camisas e calças ficaram mais baratas na passagem de agosto para setembro, conforme o IBGE.
IPP ACUMULADO NO ANO
Desde janeiro, a indústria têxtil e de vestuário acumula variação positiva sobre 2019. Até setembro, o IPP têxtil está 12,38% acima do mesmo período do ano passado.
O acumulado de nove meses de vestuário é, contudo, mais modesto. Acumula alta de 2,59% até setembro em relação a igual período de 2019.
Assim, ambos os setores ficaram abaixo da média registrada pelo IPP geral. Como um todo, a indústria geral anota reajuste de 13,46% no acumulado do ano.
Navegue pelos gráficos abaixo. Analise o comportamento dos preços da indústria desde janeiro.