Marcas reajustam custo dos lojistas em patamar acima do IPP geral, que teve aumento de 1,50% em janeiro; a têxtil também elevou valores.
O viés dos preços aos produtores praticados pelos segmentos de vestuário e têxtil continua em alta em janeiro, quando comparado a dezembro, seguindo a trajetória geral do IPP (Índice de Preços ao Produtor), que registrou aumento de 1,50% no período. Dos 23 segmentos monitorados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), 19 rejustaram valores das mercadorias. O IPP mede a evolução dos preços “na porta de fábrica, sem impostos ou frete”.
De acordo com a pesquisa divulgada antes do Carnaval, depois da queda dos preços apresentada em dezembro, marcas e confecções tornaram a subir os valores. O reajuste promovido foi de 1,78%, acima da média registrada pela indústria de transformação. Embora menor que o índice geral, também a têxtil aumentou os preços em janeiro. Para as confecções, repor o estoque de tecido ficou mais caro em 1,14%, índice que subiu bem acima do IPP do segmento em dezembro (0,36%).