Em fevereiro, fabricantes de roupas e itens têxteis aumentam custo de venda, exibindo comportamento oposto ao da indústria em geral.
Depois de três meses segurando os preços para venda no atacado, as confecções de vestuário reajustaram as mercadorias em fevereiro. Subiram os preços em 1% em relação a janeiro, a taxa mais alta desde fevereiro do ano passado. A redução de janeiro registrada pela indústria de produtos têxteis foi pontual. Em fevereiro, o segmento voltou à curva de alta que vinha mantendo desde agosto, com acréscimo de 1,16% sobre o mês anterior, mostra a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP, (Índice de Preços ao Produtor), que colhe os dados de venda bruta, livre de impostos, tarifas e fretes.
A maior influência do aumento foi exercida pelos reajustes nas camisas e blusas femininas, além de camisetas, mostra a pesquisa. No caso dos itens têxteis, a pressão partiu dos aumentos nos preços de tecidos de algodão e sacos para embalagens. O desempenho do setor representa o movimento oposto do anotado pela indústria em geral que em fevereiro reduziu os preços em 0,43%, pela primeira vez em cinco meses. Segundo o IBGE, 11 das 24 atividades industriais acompanhadas tiveram aumento de preços em fevereiro.
SOBRE FEVEREIRO DE 2016
Mais uma vez, apenas as confecções de roupas apresentaram queda de preços na comparação com fevereiro de 2016, informa a pesquisa do IBGE. O declínio em fevereiro deste ano foi de 3,04%. Já a indústria de produtos têxteis continuou a escalada, avançando 3,56%, variação muito acima do IPP geral de 1,54%, no mesmo confronto, revela o levantamento.