Em maio, vestuário foi o segmento que mais subiu, perdendo apenas para os aumentos na conta de energia elétrica e do gás encanado
Desde o início do ano, não param de subir os preços da categoria Vestuário, que inclui roupas, tecidos, calçados e acessórios, joias e bijuterias. Medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da atividade registrou em maio aumento de 0,58%, diante da inflação oficial brasileira que foi a 0,40%, a maior dos cinco primeiros meses do ano. Os reajustes de moda no varejo só não foram maiores que os relacionados à Habitação (0,83%), segmento afetado pelos aumentos nas contas de energia elétrica e gás encanado.
A inflação de moda foi pressionada sobretudo pela alta no preço das roupas infantis, que subiram 1,92% em relação a abril. Incrementar o guarda-roupa masculino ficou 0,49% mais caro no mês. Depois da forte alta assinalada em abril, as roupas femininas subiram menos em maio, com acréscimo de 0,25%, praticamente metade da inflação brasileira.
Tecidos e calçados também encareceram, com aumentos de 0,27% e 0,88%, respectivamente. Apenas o segmento de joias e bijuterias recuou os preços em 0,48% sobre o mês anterior.
CUSTO DA MODA EM 16 CAPITAIS
A partir de maio, cujos resultados foram anunciados na manhã desta sexta-feira, 08 de junho, o IPCA inclui nos destaques da pesquisa mais três capitais, incorporando na análise Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Aracaju (SE). Entre essas 16 cidades somente três mostraram queda nos preços na passagem de abril para maio: Fortaleza (-0,68%), Aracaju (-0,26%) e Belém (-0,03%). As demais pesaram bastante no bolso do consumidor que se dispôs a ir às compras no mês que sofreu com dez dias de greve dos caminhoneiros.
Entre as capitais onde a inflação aumentou, as três mais caras aumentaram os preços acima de 1%. Foi o caso de São Luís que registrou alta de 1,30%, pressionada pelos reajustes em roupas femininas e infantis, além de calçados. O avanço dos preços de moda no Distrito Federal bateram 1,19% em maio, sobretudo por causa de roupas em geral; e Vitória anotou acréscimo de 1,05% por conta de aumentos pesados em roupas e calçados.