Depois da forte alta de setembro, indústria reduz o ritmo dos reajustes em outubro, especialmente a de produtos têxteis.
Em outubro, a indústria brasileira de modo geral aumentou os preços para o atacado em 1,77%, um dos mais altos do ano, mas, ainda assim, abaixo dos 3% registrados em setembro. Também as indústrias têxtil e de vestuário reajustaram para cima seus preços. Apenas com ritmo diferente. Os fabricantes de produtos têxteis foram os que aumentaram menos entre os segmentos analisados na pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para apurar o IPP (Índice de Preços ao Produtor). Aplicaram aumento de 0,05%, em mês no qual seis atividades reduziram os preços, como os fabricantes de calçados e outros artigos em couro.
Subiu também o preço das roupas vendidas no atacado. Contudo, abaixo do reajuste médio da indústria. O aumento foi de 0,96% em outubro, apontando para desaceleração sobre setembro, embora não tão forte quando a verificada na indústria têxtil, mostram os dados da pesquisa divulgada ontem, 25 de novembro, pelo IBGE.
Apesar do aumento aplicado sobre os fios comercializados no país, o custo dos tecidos, tanto de algodão quanto sintéticos e artificiais, caiu, suavizando o reajuste. Em vestuário, a alta dos preços de atacado foi pressionada por camisas e camisetas mais caras.