O IPP de março, pesquisado pelo IBGE, mostra aumentos acima da média geral, tanto em vestuário quanto na indústria têxtil.
Os preços do atacado continuaram subindo em março, conclui a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) para formar o IPP (Indicador de Preços ao Produtor) mensal. A variação geral subiu 1,93% em relação a fevereiro, uma das mais altas dos últimos anos, afirma o relatório que acompanha a divulgação. A indústria têxtil que começou o ano reajustando preços, estendeu a política de aumentos em fevereiro e março, mês em que o IPP foi de 0,96%. Dessa forma, o segmento encerrou o trimestre com alta de 2,92%, ante a média geral de 2,22%.
O apetite das confecções de vestuário arrefeceu em março, com incremento de 2,44%, até porque em fevereiro o aumento aplicado foi bem expressivo, um dos maiores do país. Ainda que janeiro registre queda nos preços do atacado do segmento, o trimestre acabou acumulando alta de 4,45%, sobre igual período do ano passado.
Os preços de vestuário foram pressionados pelos reajustes praticados em camisetas, camisas e lingerie feminina, embora os demais itens da cesta também tenham subido, revela a pesquisa do IBGE. O IPP da têxtil foi influenciado principalmente pelos aumentos dos fios de algodão, sacos, não-tecidos, tecidos sintéticos e artificiais, não obstante os demais produtos monitorados terem ficado mais caros, mas com menor variação.