Apesar de altos, reajustes de itens têxteis e roupas em maio ficam abaixo da média geral da indústria, cuja variação atingiu o pico do ano com aumento de 2,33%
Mesmo com o consumo em queda na ponta, os preços de atacado continuam a pressionar, não parando de subir. O IPP (Índice de Preços ao Produtor) da indústria brasileira em geral atingiu o pico em maio com aumento de 2,33% sobre abril. É a maior alta desde setembro do ano passado, quando os preços começaram a aumentar, e não pararam mais, completando dez meses de variação positiva. A maior pressão parte das indústrias de transformação porque as extrativistas registraram queda de 4,1% em maio, conforme revelam os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o mês.
Apenas na indústria de bebidas há registro de recuo de preços (-1,34%). Nas demais atividades o aumento foi generalizado. Apesar de altos, os reajustes aplicados a itens têxteis e roupas em maio ficaram abaixo da média geral da indústria. A variação em têxtil foi a 1,61%, também a mais alta do ano para o segmento. Novamente fios e tecidos de algodão explicam a pressão sobre os preços.
As confecções de vestuário reajustaram os preços de atacado em 0,67% em maio em relação a abril, completando cinco meses de curva crescente, mostra a pesquisa. De novo, as roupas de malha puxaram os aumentos para cima, segundo a pesquisa do IBGE.
DESEMPENHO SOBRE MAIO DE 2017
A comparação com igual mês do ano passado demonstra forte recomposição de preços pela indústria. A média geral de maio é de expansão de 10,45% no confronto com igual mês de 2017. A alta da indústria de produtos têxteis ficou pouco abaixo desse patamar, tendo aplicado correção de 9,52%. Os preços de roupas voltaram a aumentar nesse confronto, com variação de 6,98%.